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Empreitada pretende promover a mobilidade na cidade de Lisboa

Metro de Lisboa: primeiro lote da obra de expansão avança nas profundezas da cidade

17/05/2022

O Metro de Lisboa vê agora, após mais de 10 anos da última grande intervenção, ser concretizado mais um processo de empreitada para o prolongamento das linhas verde e amarela, que dará origem à criação da linha circular. O processo teve início no primeiro semestre de 2021 e esta primeira fase encontra-se aproximadamente a meio do tempo total previsto.

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O plano de expansão e modernização da rede do Metro de Lisboa pretende contribuir para a melhoria da mobilidade na cidade de Lisboa, através do aumento da acessibilidade e da conectividade por transporte público, bem como da minimização dos tempos de deslocação, promovendo assim a descarbonização e a mobilidade mais sustentável.

Com um investimento que se apresenta faseado em quatro lotes, por um valor total de 240,2 milhões de euros, esta obra permitirá a expansão das linhas verde e amarela em mais 1.900 metros, desde a estação do Rato até ao Cais de Sodré, estando incluída a construção de duas novas estações na Estrela e em Santos. Este procedimento irá converter a atual linha verde numa linha circular.

A futura estação da Estrela terá a sua localização no edifício da farmácia do antigo Hospital Militar, sendo o seu acesso integrado na Calçada da Estrela e no Jardim da Estrela, e irá implicar a requalificação urbana daquela zona. Já a estação de Santos ficará localizada entre a Av. D. Carlos I, Rua das Francesinhas, Rua dos Industriais e na Travessa do Pasteleiro, com acesso principal pelo Largo da Esperança.

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Frente à estação da Estrela. Da esquerda para a direita: vista superior do poço quadrado e poço circular, e vista do poço circular - início da escavação da galeria de ligação.

O primeiro lote está em fase de execução, com um contrato que prevê a elaboração dos toscos entre o término da estação Rato e a estação Santos, tendo sido adjudicado à Zagope – Construção e Engenharia, S.A., com o prazo global de execução de 960 dias, e por um valor de 48,6 milhões de euros mais IVA.

Contrato de 48,6 milhões para o primeiro lote

A primeira obra da expansão e modernização do Metro de Lisboa, representando o primeiro lote, teve início em 2021 e prevê-se que os passageiros vejam a sua abertura concretizada em 2024.

Zagope: entidade contratada para empreitada do primeiro lote

Com 55 anos de atuação no setor da engenharia e construção de projetos de grande envergadura e complexidade técnica, a Zagope reforça a sua notoriedade em empreitadas desta natureza com a adjudicação do primeiro lote da obra de expansão e modernização do Metro de Lisboa. A empresa não é uma principiante nesta matéria, já que teve por diversas ocasiões oportunidade de colaborar com o Metropolitano de Lisboa, concretamente de 1992 a 2011. Durante este período, a empresa de Porto Salvo participou em 13 contratos de construção, nos quais se incluiu o prolongamento da estação do Rato, a que irá dar agora continuidade.

A Zagope esteve ausente de obras públicas em Portugal nos últimos anos. A empreitada do Metro de Lisboa marca, de certa forma, o “regresso” a grandes obras no nosso país, voltando a colocar a empresa no panorama nacional de construções de elevada dimensão e relevância.

“A Obra do Metro de Lisboa é o resultado de uma aposta forte da Zagope no mercado português, nomeadamente em setores nos quais a empresa possui elevada experiência acumulada e onde quer regressar com a máxima força, após um período de estagnação deste mercado das grandes obras públicas em Portugal”, refere o Engenheiro Óscar Marques, diretor de Obra do Metro de Lisboa.

Para responder a esta empreitada, a empresa teve a necessidade de recrutar mais 100 novos colaboradores, em paralelo com a reestruturação que vinha fazendo por circunstâncias da pandemia, nas áreas de procurement, RH, controlo e financeiro, e até mesmo na área técnica. Para o diretor de obra, “dada a conhecida escassez de mão de obra especializada do mercado português, este foi sem dúvida um dos grandes desafios do projeto, que obrigou também a Zagope a reinventar-se e a procurar alternativas em mercados onde atua no exterior para poder suprimir esta lacuna atual do nosso país”.

Contratação de mais 100 trabalhadores para concretização da empreitada

Alheados dos ruídos e frenesim da capital, mais de 200 elementos da equipa trabalham diariamente e em profundidade para que, em 2024, todos os passageiros que estão ou visitam a cidade, possam usufruir de duas novas estações e de maior comodidade nos trajetos.

Sem grande aparato visível à superfície, toda a obra acontece a 60 metros de profundidade, e sem que poucos se apercebam. Esta sobriedade de trabalho torna-se possível pela maquinaria utilizada, pelas tecnologias e pelos avançados procedimentos que a equipa de especialistas da Zagope aplica em cada tarefa.

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Muitos são os desafios que uma obra desta natureza espoleta, mas para nenhum deles existe uma fórmula ou uma resposta pré-existente. Cada caso é um caso, e deve ser analisado e resolvido como tal, mas sem dúvida que é pelas competências da equipa de engenharia técnica que todos os obstáculos são ultrapassados. Tal como nos explica o diretor de obra: “Não existe uma fórmula exata, mas sem dúvida que tudo começa com a seleção de uma equipa de engenharia técnica forte e competente em obra e com a garantia formal dos nossos processos internos, baseados nos princípios ‘Lean Construction’, com vista à Excelência Operacional. Desta forma, conseguimos não só alavancar a agilidade na identificação de problemas e implementação de soluções, como também garantir o acompanhamento diário das mesmas, com a devida análise de eficácia e eventual redefinição de soluções, dentro desta nova realidade imprevista e imprevisível com que nos deparamos nesta empreitada. O mundo simplesmente mudou e tivemos de ultrapassar estes desafios, ao mesmo tempo que executamos a obra, para melhor servir o cliente”.

As competências técnicas são complementadas pelas tecnologias utilizadas e, nesta empreitada, a Zagope potenciou a utilização de metodologias do ‘Last planner System’, apostando na gestão de desempenho implementada em obra com a cultura de Excelência Operacional, que sustenta hoje quase todos os processos da empresa.

A Excelência Operacional é um modelo de gestão que a Zagope aplica em todas as suas empreitadas e que rege toda a sua atividade de construção e engenharia. Sustenta-se nos seis princípios:

  • ‘Last Planner System’ – que consiste num sistema de planeamento utilizado em todas as fases da obra, que visa dotar o planeamento de maior fiabilidade, eliminar os fatores de incerteza e melhorar o controlo da produção;
  • Controlo de Performance – processo de acompanhamento contínuo da evolução dos projetos; Value Engeneering – método colaborativo de otimização de cada projeto, que procura as melhores soluções de engenharia com objetivo de melhorar a qualidade e baixar o custo, mantendo a performance;
  • Gestão Visual – método que visa aumentar a eficácia da comunicação e tomada de ação;
  • Metodologia A3 – metodologia de ‘problem solving’, que promove uma abordagem sistemática, simples e rigorosa aos problemas encontrados;
  • Workshop de melhoria de processo – pensado para reduzir os desperdícios existentes em cada atividade, com o foco no aumento da produtividade.

Maquinaria eficiente para projetos de sucesso

A maquinaria utilizada potencia o sucesso do projeto e não difere dos equipamentos que são utilizados regularmente em obras desta natureza. De entre as mais de 100 máquinas em manobra, destacam-se as escavadoras hidráulicas de 40-50Ton, jumbos de perfuração e robôs de projeção. Neste caso, a Zagope escolheu marcas da sua confiança e com as quais já trabalha há algum tempo: Liebherr no caso das escavadoras, Atlas Copco para os jumbos e Putzmeister para os robôs de projeção.

Mais de 100 máquinas trabalham a 60 metros de profundidade

A escolha de equipamentos para uma obra tão exigente e ao mesmo tempo tão minuciosa como esta é sempre uma tarefa de elevada responsabilidade, porque o comportamento dos equipamentos ditará, em parte, o sucesso e agilidade do processo de empreitada.

Segundo o diretor da obra “a escolha de uma marca e tipo de equipamento deve ter sempre em conta três fatores: a qualidade dos equipamentos, serviço de assistência técnica durante o projeto e a disponibilidade de peças”. E estes três princípios foram, sem dúvida, tidos em consideração na escolha dos fornecedores de maquinaria que estão a utilizar.

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Frente ao Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa (ISEG) - PV213. Trabalhos de tratamento túnel T34B com projeção de betão.

Uma das particularidades deste tipo de obra é carecer da criação de túneis, quer ao nível dos poços de acesso, quer para a construção das próprias estações, e para os quais é fundamental a projeção de betões para sustimento e suporte das escavações. Para este trabalho essencial à continuidade do projeto, a Zagope recorreu a robôs de projeção da Putzmeister e, como nos explica o diretor de obra, “no caso dos robôs de projeção, a Putzmeister garante essa qualidade, assim como o seu representante em Portugal. Além disso, a manutenção de um stock de peças permanente no seu armazém em Lisboa e a experiente equipa técnica da Zagope, dentro desta parceira contratada, dão-nos as garantias necessárias para o sucesso do nosso projeto”.

Esta obra fez, de certa forma, renascer a Zagope do ponto de vista mediático em Portugal, estando agora o seu nome na ordem do dia das grandes empreitadas no país, pelo que podemos agora esperar uma reaproximação da empresa ao mercado e obras nacionais, tal como afirma Óscar Marques: “A Zagope quer, sem dúvida, renascer juntamente com o mercado português, que se espera forte nos próximos anos, para poder brevemente voltar a ter a presença em Portugal que teve no passado, a qual foi bastante apreciada e reconhecida em todas as grandes obras públicas e com grande componente de engenharia. Acreditamos que somos aquilo que construímos e isso vê-se nas obras que realizamos”.

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