A operar em Portugal desde 1986, a Maquinter é representante exclusiva de dezasseis marcas de equipamentos para a extração mineira, túneis, obras públicas e construção civil. Além da comercialização e aluguer de máquinas e equipamentos, disponibiliza um conjunto de serviços que abrangem assistência técnica, fornecimento de peças e componentes, mas igualmente na formação de operadores.
Atualmente, a Maquinter participa nos principais projetos de obras públicas em curso, nomeadamente no Metro de Lisboa, Metro do Porto, Plano Geral de Drenagem de Lisboa, nem como nos tuneis e barragem do Alto Tâmega.
Desde a sua fundação, a Maquinter de Portugal centra a sua atividade na comercialização e assistência de equipamentos para minas, túneis e obras públicas, estando igualmente presente no segmento da construção civil.
A empresa registrou forte crescimento na década de noventa com a inauguração das instalações na Póvoa de Santa Iria, que seria reforçado, em 2006, com a representação da gama para compactação e pavimentação da Bomag.
Este período teve um forte impacto nas atividades da Maquinter, com a companhia a marcar presença em obras emblemáticas como a ampliação da rede do Metro de Lisboa (Rotunda - Rato; Alameda - Gare do Oriente; Baixa - Chiado; Rossio - Cais do Sodré).
Atualmente, participa nos principais projetos de obras públicas em curso, nomeadamente no Metro de Lisboa (prolongamento da Linha Verde, Rato - Cais do Sodré), Metro do Porto (Linha Rosa), Plano Geral de Drenagem de Lisboa (PGDL), bem como nos tuneis e barragem do AH Alto Tâmega - Aproveitamento Hidroeléctrico do Alto Tâmega, da Iberdrola.
Os principais campos de atuação são as áreas do transporte e aplicação de betão, com a representação da marca Putzmeister na comercialização de autobombas, bombas e robôs de betão projetado e na área da pavimentação com a representação da marca Bomag e Strassmayr na comercialização de pavimentadoras, fresadoras, cilindros e camiões para aplicação de emulsões. Destaque ainda para a ventilação para minas e túneis.
Além da comercialização e aluguer de máquinas e equipamentos, a empresa aposta ainda num conjunto de serviços que abrangem: assistência técnica, fornecimento de peças e componentes, mas igualmente na formação de operadores.
Segundo o diretor geral da empresa, engenheiro João Gouveia, a Covid não teve impactos significativos na faturação da empresa. À EngeObras, este responsável confidenciou que o mercado da construção “não parou e as vendas de equipamentos na área da pavimentação tiveram um aumento de 60% em relação ao ano de 2020. As minas, como estão indexadas ao valor dos metais, também não sofreram quebra de rendimentos, mantendo-se um mercado estável”.
No entanto, este responsável considera que a pandemia trouxe outros desafios. Houve, de facto, uma diminuição do “contacto presencial com os clientes, que foi compensada com os projetos de obras públicas já em curso e os contratos já existentes”.
Outra situação que ainda está a criar problemas no setor é a “falta de chips e motores para o fabrico de equipamentos novos, havendo falta de entregas” o que está a prejudicar muito as vendas neste ano de 2022.
Para a Maquinter, a perspetiva do setor da construção neste momento é de crescimento. Embora João Gouveia reconheça que existe ainda “incerteza causada pelo tardio fim da pandemia e pela guerra na Ucrânia, bem como a anormal subida do preço dos contentores e transportes marítimos bem como o preço dos combustíveis”.
Existe uma grande expectativa de que a injeção de capital no mercado português permita o crescimento da economia, que como um todo irá promover o crescimento do setor da construção e dos sectores acessórios (serviços, etc.). Para a Maquinter a existência de novos projetos no sector da construção traduz-se em oportunidades de negócio.
No entanto alerta para a necessidade de “técnicos para trabalhar na área da construção, há uma grande escassez de bons mecânicos, eletricistas, carpinteiros, entre outros”.
A aposta no mercado CPLP/PALOPS não tem sido aposta da empresa devido à sua volatilidade, com exceção da venda de serviços técnicos especializados sempre a partir de Portugal.
Tuneladora TBM EPB Creg para o Plano Geral de Drenagem de Lisboa (PDGL)
No dia 12 de setembro 2022 chegou a Lisboa a Tuneladora Creg/Wirth, batizada como H2OLi, que a Maquinter Portugal forneceu ao Consórcio Mota-Engil/Spie Batignolles para a execução do Plano Geral de Drenagem de Lisboa (PGDL) da Câmara Municipal de Lisboa. “É um privilégio para a Maquinter fazer parte deste projeto desde o seu início em 2016, quer como Consultora de Engenharia quer como parceira e fornecedora do principal equipamento deste projeto”, afirmou João Gouveia.
A tuneladora H2OLI tem cerca 130 metros de comprimento, 6,4 metros de diâmetro externo e uma cabeça de corte de 70 toneladas. Atingindo os 70 metros abaixo do solo durante os trabalhos de perfuração, vai construir dois túneis: um ligando Monsanto a Santa Apolónia (4,6 km) e outro ligando Chelas ao Beato (1 km).
Sobre o Plano Geral de Drenagem de Lisboa (PGDL)
O PGLD foi idealizado em 2004, ainda durante o mandato de Carmona Rodrigues à frente da autarquia alfacinha. O projeto visa essencialmente acabar com as frequentes ocorrências de inundações que situações que afectavam em particular em zonas críticas como a Baixa e Alcântara, mitigando os previsíveis efeitos das alterações climáticas. Ao mesmo tempo, irá permitir a reutilização das águas pluviais para rega de espaços verdes e reforçar as redes de incêndio e de lavagem de ruas.
Com um custo total estimado em 250 M€ por um período de implementação de 15 anos, o plano implica a construção de bacias de retenção e infiltração, reforço e reabilitação da rede de saneamento e transvase de bacias com a -construção de 2 túneis com diâmetro interno de 5,5m e extensão total de cerca de 6 Km.
Até ao momento, já foram construídas as bacias de retenção da Ameixoeira (2018), Alto da Ajuda (2019) e Parque Eduardo VII (2021), bem como o microtúnel e cinco descarregadores no Parque das Nações e na avenida Infante D. Henrique (2020). Foi também feito um levantamento do cadastro da rede de saneamento. No total, nestas empreitadas já foram investidos 8,4 M€.
Com um valor estimado de 133 M€, já teve início, no passado mês de Outubro, a primeira fase de construção dos referidos túneis (prevendo-se a sua conclusão em 2025).
Os túneis são compostos por dois percursos: Monsanto - Santa Apolónia e Chelas - Beato. Desenvolvem-se a uma profundidade média de 30-40 metros e irão captar a água recolhida nos dois pontos altos (Monsanto e Chelas), bem como em pontos adicionais de captação, ao longo do seu percurso, nomeadamente Av. da Liberdade, Sta. Marta e Av. Almirante Reis, conduzindo todo esse volume de água ao rio.

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Engeobras - Informação para a Indústria de Construção Civil, Obras Públicas e setor mineiro