A plataforma Fixando inquiriu profissionais da construção, manutenção e reparação de diferentes zonas do país, que são claros num ponto: a maioria dos danos registados nas contruções durante tempestades resultam de falhas simples que foram ignoradas.
“No Porto, inundações em caves e infiltrações em telhados são frequentes, agravadas por manutenção negligenciada”, alerta José Antão, especialista em manutenção e reparação, distrito do Porto. Na região Centro, a falta de manutenção simples, como ralos e caleiras entupidos, também causa infiltrações e danos elétricos, reforça Ana Mendes, especialista local de Leiria.
"Grande parte dos problemas mais graves — infiltrações, inundações, danos elétricos e degradação estrutural — poderiam ser evitados com manutenção preventiva simples. A falta de limpeza de caleiras, ralos entupidos, telhados degradados e pequenas fissuras são, na maioria dos casos, a origem de danos maiores durante tempestades", afirma Isaac Vaz, especialista da SofistiCasa ECO – Construções e Remodelações Lda, distrito de Aveiro.
De norte a sul do país, os especialistas identificam um padrão recorrente de ocorrências:
Segundo os profissionais, caleiras entupidas, telhas deslocadas e pequenas fissuras são muitas vezes o ponto de partida para prejuízos maiores.
Sinais de alerta muitas vezes ignorados
Antes de a chuva se agravar, há indícios claros de que o edifício pode não estar preparado:
Ignorar estes sinais aumenta significativamente o risco de danos durante períodos de chuva intensa.
Os especialistas recomendam algumas medidas simples, rápidas e de baixo custo:
Os especialistas aconselham recorrer a ajuda técnica sempre que existam:
Após episódios de mau tempo, a Fixando regista aumentos significativos na procura por serviços como reparação de telhados, desentupimentos, tratamento de humidades, remoção de água e manutenção preventiva.
A experiência dos profissionais é unânime: prevenir continua a ser a opção mais económica. "Reparar depois sai sempre mais dispendioso. A prevenção envolve custos reduzidos e controlados, enquanto a reparação após danos implica intervenções mais complexas e dispendiosas", defendem em uníssono os especialistas consultados pela Fixando.
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