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José Gameiro, Chairman da Motivo, representante da JCB há 40 anos

“Nos últimos 40 anos, todos os dias se vendeu uma retroescavadora em Portugal”

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Há mais de quatro décadas à frente da Motivo, representante da JCB em Portugal, José Gameiro tem acompanhado de perto a evolução de uma das máquinas mais emblemáticas do setor: a retroescavadora. Num mercado em transformação — pressionado pela escassez de mão de obra, pela inovação tecnológica e por novas exigências operacionais —, o gestor defende que estas máquinas continuam a ser insubstituíveis, não apenas pela sua eficiência em obra, mas também pelo papel crucial que desempenham em situações de emergência.

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A JCB celebrou recentemente a produção da sua milionésima retroescavadora. O que representa este marco?

Este número demonstra a importância global da retroescavadora. Desde 1953 que é uma máquina essencial em qualquer obra. O facto de a unidade um milhão ser uma 4CX mostra bem a evolução tecnológica do produto e a confiança do mercado. A JCB mantém mais de 50% de quota mundial, o que reforça a sua liderança. Portugal, em apenas 40 anos, conseguiu 1,2% da quota mundial.

Como caracteriza o mercado português de retroescavadoras?

É um mercado estável e resiliente. Nos últimos 40 anos, vendeu-se praticamente uma retroescavadora por dia em Portugal. Em 2025, vendemos cerca de duas por semana, com um crescimento de 10,5%. Isto demonstra que continua a haver procura consistente.

Qual é a dimensão do parque instalado no país?

Estimamos entre 7.000 e 8.000 retroescavadoras de todas as marcas. É um número significativo e mostra o peso destas máquinas na atividade da construção e das obras públicas.

O que explica a longevidade destas máquinas?

A durabilidade é um dos seus grandes trunfos. Uma retroescavadora trabalha, em média, 16 anos. Isto traduz-se num excelente retorno do investimento para os clientes e numa grande fiabilidade operacional.

O modelo 3CX continua a ser uma referência?

Sem dúvida. É provavelmente a máquina mais popular do mundo na sua classe desde o seu lançamento, nos anos 80. A sua versatilidade e robustez fazem dela uma escolha segura para qualquer tipo de obra.

Em termos tecnológicos, o que diferencia as retroescavadoras JCB?

São, claramente, as mais evoluídas do mercado. A JCB tem investido muito em inovação, quer ao nível da eficiência, quer do conforto e da segurança do operador. Hoje, estamos também a entrar numa nova fase, com a inteligência artificial a começar a influenciar o setor. São as máquinas mais económicas do mercado.

Que impacto terá essa evolução tecnológica no curto prazo?

Nos próximos 24 meses vamos assistir a uma verdadeira revolução na distribuição e operação de máquinas. A inteligência artificial vai permitir otimizar processos, antecipar falhas e melhorar a produtividade. As retroescavadoras não vão ficar de fora dessa transformação.

A escassez de mão de obra qualificada é um problema real?

É um dos maiores desafios do setor. Há 15 a 20 anos que praticamente deixámos de formar mecânicos em Portugal. Hoje, todas as empresas estão com dificuldades em encontrar técnicos. Isto condiciona o crescimento e obriga-nos a investir mais na formação interna. Em breve teremos notícias bastante otimistas.

A Motivo tem tido um papel relevante no mercado nacional. Como resume esse percurso?

São 50 anos de atividade e mais de 25.000 máquinas vendidas, muitas delas JCB. Lideramos o mercado há 25 anos e temos uma rede de mais de 50 técnicos no terreno. A nossa aposta sempre foi na qualidade do serviço e na proximidade com o cliente.

As retroescavadoras continuam a ser competitivas face a outras máquinas, como as miniescavadoras?

Apesar da tendência de crescimento das miniescavadoras, a retroescavadora continua a ser a máquina mais completa. Faz escavação, carregamento e transporte, tudo numa só unidade. É uma solução extremamente versátil e económica.

Tem defendido que as retroescavadoras desempenham um papel crucial em situações de emergência. Porquê?

Porque têm características únicas. Conseguem circular em água até cerca de 80 centímetros, o que foi evidente durante as recentes inundações, onde vimos máquinas a salvar pessoas e animais. Além disso, podem atingir 40 km/h em marcha-atrás, permitindo ao operador sair rapidamente de situações de perigo, como incêndios, bastando apenas girar o banco. Não há outra máquina com esta capacidade. Por isso digo: as retroescavadoras salvam Portugal.

“As retroescavadoras salvam Portugal — nenhuma outra máquina combina tanta versatilidade, segurança e capacidade de resposta”

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