Segundo dados divulgados pela AICCOPN, nos primeiros dois meses de 2026, o consumo de cimento registou uma retração de 9,8%, em termos homólogos, fixando-se nas 561 mil toneladas.
Neste período, foram contabilizadas 3.075 licenças para projetos de construção e reabilitação habitacional, o que representa um decréscimo de 15,9% face ao mesmo período do ano anterior. Esta tendência de arrefecimento é igualmente visível no volume de novos fogos licenciados que recuou 13,3%, totalizando 6.230 alojamentos, em contraste com os 7.184 fogos licenciados no período homólogo.
O novo crédito à habitação, excluindo o efeito das renegociações, registou um incremento de 7,3% em termos homólogos, mobilizando um montante de 3.455 milhões de euros até ao final de fevereiro. Este dinamismo é favorecido pela
manutenção de uma trajetória descendente das taxas de juro que, em fevereiro, se fixou em 3,08% — uma descida de 75 pontos base face ao período homólogo.
No que respeita ao valor mediano de avaliação bancária, no segundo mês de 2026 observa-se uma valorização homóloga de 17,2%. Esta evolução é sobretudo explicada pelo segmento dos apartamentos, que apresentou um aumento de 21,9%, enquanto
as moradias evidenciaram um crescimento mais moderado, de 13,5%.
No Algarve, nos 12 meses terminados em fevereiro de 2026, foram licenciados 1.885 fogos em construções novas, demonstrando um aumento de 15% face aos 1.636 alojamentos licenciados no período homólogo. Do total de fogos licenciados, 24% dizem respeito a tipologias T0 ou T1, 33% a T2, 30% a T3 e 13% a T4 ou superior. Quanto à avaliação bancária, a região algarvia superou a dinâmica nacional (17%), apresentando uma valorização homóloga de 19%.
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