Encerrada a 20ª edição do Salão Internacional de Máquinas de Obras Públicas, Construção e Mineração (Smopyc), o Grupo Interempresas procurou recolher a opinião de diferentes expositores sobre o certame, a receção das novidades apresentadas e a situação do mercado. É a vez da Husqvarna Construction.
O nosso balanço é muito positivo. Durante os quatro dias, tivemos a oportunidade de receber muitos clientes e profissionais no nosso stand, apresentar novidades e, acima de tudo, ouvir em primeira mão as prioridades reais do mercado: produtividade, fiabilidade e eficiência na obra.
Além disso, esta edição confirmou o papel da feira como ambiente de negócios e de intercâmbio técnico, com um enfoque muito claro na sustentabilidade, digitalização e eficiência operacional, e com uma agenda que também colocou o foco no talento e na renovação geracional.
Retemos duas impressões: por um lado, a qualidade das conversas e o interesse por soluções completas (equipamento + serviço); por outro, a constatação de que o setor avança para um modelo em que a inovação já não é um 'nice to have', mas sim um requisito para competir.
O maior interesse concentrou-se em soluções orientadas para melhorar o rendimento na obra e reduzir os tempos de paragem, especialmente em equipamentos de demolição e em soluções de corte de alta exigência. No nosso caso, o padrão que observámos nas conversas e na procura gerada durante a feira aponta para um forte impulso da demolição robotizada (família DXR) e dos equipamentos de corte de grande capacidade (por exemplo, FS/WS), porque respondem a necessidades muito concretas: segurança, produtividade e controlo em trabalhos complexos.
Também tiveram impacto as novidades e melhorias relacionadas com a tecnologia e as ferramentas, que os participantes valorizam quando se traduzem em resultados mensuráveis: maior consistência, menos retrabalhos e melhor ergonomia/segurança para o operador.
E, por último, algo que se repete: o interesse aumenta quando o produto é acompanhado de suporte e assistência, porque o cliente procura garantias de continuidade operacional e resposta rápida.
Nesse sentido, o foco na excelência do serviço é parte essencial do que comunicamos e desenvolvemos.
Curto prazo: esperamos um mercado muito orientado para a eficiência: decisões de compra mais racionais, foco no custo total de operação e no rendimento real na obra. A procura irá orientar-se para equipamentos e soluções que proporcionem produtividade imediata e controlo do risco.
Médio prazo: assistiremos a uma clara aceleração em três eixos que foram protagonistas na Smopyc: digitalização, sustentabilidade e segurança. A indústria está a consolidar uma abordagem em que os dados, a conectividade e a automatização ajudam a planear melhor, a otimizar a utilização dos equipamentos e a melhorar a segurança do operador.
Longo prazo: o setor evoluirá para modelos de obra mais descarbonizados e com maior peso de novas fontes de energia (eletrificação, soluções híbridas e desenvolvimentos associados), ao mesmo tempo que crescerá a economia circular e as exigências regulamentares/normas. Isto impulsionará um mercado onde vencerão as empresas capazes de oferecer inovação aplicável e soluções integradas, não apenas máquinas.
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Engeobras - Informação para a Indústria de Construção Civil, Obras Públicas e setor mineiro