A Ordem dos Engenheiros (OE) foi escolhida para presidir ao júri do concurso que irá selecionar a solução para a nova ponte pedonal e ciclável sobre o rio Douro, entre o Porto e Vila Nova de Gaia. A presidência do júri será assegurada por Bento Aires, membro do Conselho Diretivo Nacional e presidente da Região Norte da Ordem, no âmbito de um Memorando de Entendimento celebrado entre as entidades envolvidas.
Bento Aires, membro do Conselho Diretivo Nacional e presidente da Região Norte da Ordem dos Engenheiros, foi convidado a presidir ao júri do Concurso Limitado por Prévia Qualificação para a conceção e construção da nova ponte pedonal e ciclável sobre o rio Douro, formalizado através de um Memorando de Entendimento apresentado no dia 23 de julho.
Foi durante esta sessão que a Ordem dos Engenheiros confirmou que prestará, ao abrigo de um contrato inter-administrativo de cooperação horizontal, o apoio técnico necessário à elaboração dos elementos conformadores do procedimento, sem qualquer encargo financeiro para as entidades envolvidas.
Na apresentação do Memorando, Bento Aires detalhou os princípios estruturantes da parceria institucional, sublinhando o papel da engenharia na coesão urbana, na ligação entre territórios e na promoção do interesse público. O documento foi assinado pelos Presidentes das duas autarquias: Pedro Duarte, Presidente da Câmara Municipal do Porto, e Luís Filipe Menezes, Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia.
A nova travessia, orçada em cerca de 25 milhões de euros, deverá estar concluída até ao final de 2029. Será construída entre a Ponte Luiz I e a Ponte da Arrábida, com um vão estimado de 250 metros, e o concurso para a sua conceção/construção será lançado até ao final do ano, garantindo, segundo Bento Aires, que o processo atrairá "as equipas mais qualificadas, as melhores ideias e as soluções mais inovadoras”.
Durante a cerimónia, os autarcas de Porto e Gaia destacaram o impacto positivo da nova ponte na mobilidade suave, na qualidade de vida e na gestão dos fluxos turísticos, aliviando a pressão sobre a Ponte Luiz I. Pedro Duarte reforçou que o calendário previsto depende dos trâmites legais e técnicos, mas mantém como horizonte o final de 2029. Já Luís Filipe Menezes salientou o “enorme potencial” de uma nova travessia que poderá tornar-se ”uma obra de arte de grandes engenheiros e arquitetos”.
Como afirmou Bento Aires, "investir em bons técnicos não é apenas investir em competência técnica; é investir em segurança, sustentabilidade, eficiência dos recursos públicos e confiança da comunidade"..

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