Os resultados do mais recente inquérito promovido pela AICCOPN revelam que, em maio de 2026, o segmento da reabilitação urbana manteve um desempenho favorável, refletido na evolução dos seus principais indicadores.
Com efeito, o índice relativo ao nível de atividade registou um crescimento homólogo de 7,9%, enquanto o índice da carteira de encomendas aumentou 7,3% em termos homólogos.
Em linha com esta tendência, a produção contratada, indicador que estima o horizonte temporal de atividade garantida a um ritmo normal de execução, fixou-se em 10,4 meses, traduzindo um aumento face ao apurado no mês anterior, embora permaneça abaixo dos 11,7 meses registados no período homólogo.
Em contraste com a evolução favorável dos indicadores qualitativos, os dados do INE disponíveis até abril de 2026 apontam para uma redução homóloga de 10,9% no licenciamento de obras de reabilitação, em resultado das quebras registadas quer no segmento residencial (-9,6%), quer no não residencial (-13,0%).
Importa salientar que os dados de licenciamento apenas contemplam as operações sujeitas a controlo prévio municipal, não abrangendo a totalidade das intervenções de reabilitação realizadas.

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