A Infraestruturas de Portugal (IP) assinalou, no final do mês de junho, um novo marco na modernização da rede ferroviária nacional, com a realização de uma visita técnica acompanhada pela Estrutura de Missão Recuperar Portugal.
Durante a iniciativa foi apresentado o avanço da instalação dos novos sistemas eletrónicos de sinalização na Área Metropolitana de Lisboa, concretamente na Linha de Cintura e na Linha do Norte, abrangendo as estações de Concentração de Campolide, Oriente, Alverca e Azambuja.
Esta evolução permitiu cumprir antecipadamente a meta definida no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para a componente “Digitalização do Transporte Ferroviário”, relativa à instalação de 20 quilómetros de linhas equipadas com novos sistemas de sinalização.
A visita ficou igualmente marcada pela assinatura do Auto de Fim de Montagem, que assinala a conclusão da fase de instalação destes sistemas e constitui um momento determinante na concretização deste investimento estratégico.
A visita contou com a presença do presidente da Estrutura de Missão Recuperar Portugal, Fernando Alfaiate, e da coordenadora da transição climática, Anabela Rodrigues. Em representação da Infraestruturas de Portugal participou o vice-presidente do Conselho de Administração Executivo, Carlos Fernandes, acompanhado pela equipa técnica responsável pelo projeto.
Com este avanço, a Infraestruturas de Portugal antecipa o cumprimento de uma das principais metas do PRR neste domínio, reforçando o seu papel na modernização do sistema ferroviário nacional. Recorde-se que a empresa já tinha superado os restantes objetivos associados a este investimento, em particular os relacionados com a execução orçamental e com a instalação do sistema ETCS/STM-PT na locomotiva LE4716.
A digitalização em curso permitirá disponibilizar uma infraestrutura ferroviária mais segura, eficiente e interoperável, alinhada com os padrões europeus e preparada para responder aos desafios da mobilidade do futuro.
O Plano de Recuperação e Resiliência tem como objetivo reforçar a robustez social, económica e territorial do país, acelerando simultaneamente as transições digital e climática.
Neste contexto, a Infraestruturas de Portugal tem assegurado uma execução sólida dos projetos que lhe foram atribuídos, assumindo um papel relevante na concretização do PRR nacional. Até à data, a empresa já recebeu cerca de 478 milhões de euros de financiamento da União Europeia, o que corresponde a 88% do valor total previsto para os projetos desenvolvidos pela IP.
Os investimentos da Infraestruturas de Portugal contribuem para a construção de um território mais competitivo e coeso, com forte enfoque no reforço das acessibilidades às Áreas de Acolhimento Empresarial, no desenvolvimento das ligações transfronteiriças e na conclusão de ligações em falta.
Os projetos em curso apresentam ampla abrangência territorial, envolvendo várias regiões do país e promovendo a integração e valorização do interior.
Para garantir esta execução financeira, a IP superou todos os marcos e metas definidos até este momento nos contratos de financiamento assinados no âmbito da Componente 7 – Infraestruturas e da Componente 15 – Mobilidade Sustentável.
No âmbito da Componente 7 do PRR, já foram concluídas 18 empreitadas pela IP, encontrando-se as restantes empreitadas em plena execução, na sua maioria em fase avançada de conclusão.
Na Componente 15, dedicada ao setor ferroviário, destaca-se a empreitada de conceção e construção integrada no projeto de Digitalização do Transporte Ferroviário, atualmente em execução.
Como reflexo da capacidade de execução da IP, esta componente ferroviária tem vindo a reforçar a sua ambição, alinhada com os objetivos do PRR de promover um país mais resiliente, sustentável e digital, através da concretização de novos projetos para:


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