Segundo a Síntese Estatística da Habitação, promovida pela AICCOPN, o consumo de cimento continuou a evidenciar uma evolução positiva até abril de 2026, ascendendo a 1,344 milhões de toneladas, o que representa um acréscimo de 6,3% face ao valor registado no período homólogo.
Nos primeiros quatro meses de 2026, foram licenciados 6.586 projetos de construção e reabilitação habitacional, o que representa uma redução de 7% face ao período homólogo. Quanto ao número de fogos licenciados, apesar dos sinais de recuperação observados nos últimos dois meses, o indicador mantém-se em terreno negativo, registando uma diminuição homóloga de 1%, para um total de 14.099 alojamentos.
Relativamente aos indicadores de financiamento à habitação, estes continuam a evidenciar um elevado dinamismo, com o montante de novo crédito à habitação, excluindo renegociações, a atingir 7.778 milhões de euros nos primeiros quatro meses de 2026, o que corresponde a um aumento homólogo de 11,9%. Esta evolução ocorreu num contexto de estabilização das taxas de juro em níveis inferiores a 3,1%.
No que respeita à avaliação bancária da habitação, o valor médio manteve, em abril, a mesma taxa de crescimento homólogo registada em março, fixando-se em 16,5%. Esta subida foi estimulada sobretudo pelo segmento dos apartamentos, que registou um aumento de 21%, enquanto nas moradias o acréscimo se situou em 12,7%.
Na Região Autónoma da Madeira, nos 12 meses terminados em abril de 2026, foram licenciados 995 fogos em construções novas, demonstrando uma quebra de 20% face aos 1.245 alojamentos licenciados no período homólogo. Do total de fogos licenciados, 21% dizem respeito a tipologias T0 ou T1, 39% a T2, 36% a T3 e 4% a T4 ou superior.


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