A Infraestruturas de Portugal (IP) inaugurou hoje a Variante à EN211 entre Quintã e Mesquinhata, após a sua abertura à circulação, ocorrida a 31 de agosto. Financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), através da Componente C7 – Infraestruturas, no âmbito do investimento “Missing Links e Aumento de Capacidade da Rede”, a nova ligação reforça a mobilidade e a competitividade da região.
Com cerca de 3,3 quilómetros, a nova via desenvolve-se entre Quintã e Mesquinhata, abrangendo os concelhos de Marco de Canaveses e Baião. A empreitada incluiu a construção de uma nova rotunda em Mesquinhata, três viadutos, três passagens superiores e uma passagem agrícola.
A entrada em funcionamento da variante permite melhorar a fluidez do tráfego e reduzir os tempos de viagem, reforçando simultaneamente as condições de segurança rodoviária. Ao retirar parte do tráfego da atual EN211, nomeadamente das zonas urbanas atravessadas por esta via, contribui ainda para reduzir o ruído e a poluição atmosférica e para melhorar a qualidade de vida das populações.
A inauguração foi assinalada hoje numa cerimónia que contou com a presença do Secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, do presidente da Infraestruturas de Portugal, Paulo Carmona, da presidente da Câmara Municipal de Marco de Canaveses, Cristina Vieira, da presidente da Câmara Municipal de Baião, Ana Raquel Azevedo, do presidente da Câmara Municipal de Cinfães, Carlos Cardoso, do vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR Norte), Ricardo Bento, de autarcas do distrito do Porto, bem como de representantes do consórcio adjudicatário, da fiscalização, do projetista e dos restantes membros do Conselho de Administração Executivo da Infraestruturas de Portugal.
"Uma infraestrutura rodoviária não se mede apenas pelos quilómetros construídos ou pelas obras de arte que incorpora. Mede-se também pela segurança que proporciona, pelo tempo que permite poupar e pela qualidade de vida que ajuda a criar nas comunidades que serve”, disse Paulo Carmona durante a cerimónia. O presidente da IP realçou ainda que a IP "cumpriu os 21 Marcos e Metas contratualizados, com 508 milhões de euros de financiamento da União Europeia recebidos". "É este o sentido do trabalho da Infraestruturas de Portugal: transformar investimento em infraestrutura e infraestrutura em valor para o país", concluiu o responsável.
Os investimentos da Infraestruturas de Portugal, enquanto maior agente nacional da Componente 7 – Infraestruturas, incidem em três áreas principais:
Os projetos da IP apresentam uma abrangência territorial muito ampla, com intervenções desde Vinhais a Olhão e desde Santiago do Cacém a Campo Maior, sem descurar o interior do País, nomeadamente territórios como Pampilhosa da Serra, com especial atenção às zonas de baixa densidade populacional.
O cumprimento das metas do PRR traduz-se em resultados concretos no território, com a conclusão e entrada em exploração de importantes investimentos rodoviários que reforçam a conectividade, a segurança e a capacidade da rede.
Entre as últimas empreitadas concluídas estão cinco intervenções que representam um investimento global de cerca de 179 milhões de euros e que reforçam ligações estratégicas em diferentes regiões do país:
Todas as 24 empreitadas rodoviárias do PRR foram adjudicadas a empresas portuguesas, na sequência de concursos públicos internacionais, contribuindo para o reforço da capacidade do tecido empresarial português e para uma maior resiliência e competitividade do setor.

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