Na cerimónia participaram o presidente da Junta da Andaluzia, Juan Manuel Moreno Bonilla; a presidente da Câmara Municipal de Huelva, Pilar Miranda; o diretor da Representação da Comissão Europeia em Espanha, Daniel Calleja; bem como o presidente da Atlantic Copper, Javier Targhetta, e a administradora-delegada, Macarena Gutiérrez. Estiveram também presentes representantes das administrações públicas, instituições europeias e outras entidades públicas e privadas.
A instalação, integrada no complexo metalúrgico de Huelva, permite recuperar metais como cobre, ouro, prata, paládio, platina e níquel, essenciais para a transição energética, a digitalização e o desenvolvimento tecnológico, reforçando o compromisso da Atlantic Copper com a economia circular, a inovação industrial e o reforço da cadeia de abastecimento europeia de matérias-primas fundamentais.
Com capacidade para processar até 60.000 toneladas por ano, a CirCular colocará Espanha e Huelva numa posição de destaque no âmbito da reciclagem tecnológica europeia, como líderes de um projeto industrial inovador e de referência internacional. A nova unidade, reconhecida como estratégica pela Comissão Europeia e pela Junta da Andaluzia, será a primeira do género no sul da Europa.
O presidente da Atlantic Copper, Javier Targhetta, destacou a importância estratégica de um projeto “que representa a evolução natural da empresa, que há meio século contribui para o desenvolvimento industrial através da metalurgia, transformando matérias-primas em metais essenciais para o progresso, e que hoje dá mais um passo ao incorporar a reciclagem avançada, para continuar a construir indústria, sustentabilidade e futuro para a Andaluzia, para Espanha e para a Europa”.
Targhetta sublinhou o “orgulho” de colocar em marcha uma atividade “com visão de futuro”, que posicionará Espanha numa posição de liderança, num cenário em que o acesso aos metais se tornou um elemento fundamental no equilíbrio internacional, devido à sua importância nos processos de transformação de setores industriais estratégicos.
Por sua vez, a administradora-delegada, Macarena Gutiérrez, valorizou o facto de a CirCular ser “fruto da experiência e do conhecimento que a Atlantic Copper adquiriu ao longo de décadas, e do trabalho de centenas de profissionais, empresas parceiras e instituições que contribuíram para tornar este projeto possível”. Trata-se de um projeto que demonstra “uma nova capacidade industrial para a Europa e o compromisso da empresa em continuar a crescer a partir de Huelva, gerando emprego e impacto económico, promovendo a inovação e demonstrando que a liderança industrial é compatível com a eficiência e a sustentabilidade”, afirmou a administradora-delegada.
“A CirCular é muito mais do que uma unidade industrial. É uma aposta no futuro e numa indústria europeia mais competitiva, sustentável e resiliente; e, sobretudo, uma demonstração daquilo que somos capazes de construir quando combinamos experiência, talento, inovação e colaboração”, concluiu Gutiérrez.
Neste sentido, o presidente da Junta da Andaluzia, Juan Manuel Moreno Bonilla, insistiu no valor do investimento realizado, “550 milhões de euros que, desde o primeiro minuto, estão a gerar emprego e riqueza”, tendo definido a CirCular como “um projeto de grande relevância, com um enorme valor acrescentado para a Andaluzia, que consolida um modelo industrial sustentável que incorpora os princípios da economia circular”. Por esse motivo, afirmou, “a Andaluzia apoia estes projetos, que contribuem para dar um salto na escala de valores e na posição estratégica da nossa região no conjunto da economia”.
Assim, considerou que se trata de “um modelo muito, mas mesmo muito potente para o crescimento empresarial e industrial de Huelva na Andaluzia”, que demonstra que a economia circular não é apenas um compromisso com a sustentabilidade, mas também com a atividade económica, o desenvolvimento, o progresso e o bem-estar do conjunto dos cidadãos, uma vez que promove capacidades industriais avançadas, gera conhecimento tecnológico e cria emprego de qualidade, com um impacto positivo e duradouro na região.
O presidente sublinhou que esta tecnologia coloca Huelva “na vanguarda de setores de ponta” e destacou a ligação da iniciativa à economia de Huelva. “Quando dizem que a grande indústria é inimiga do tecido produtivo local, isso é completamente falso; grande parte deste projeto está assente nas pequenas e médias empresas que trabalharam para tornar este projeto viável.”
Por sua vez, a presidente da Câmara Municipal de Huelva, Pilar Miranda, destacou que “a CirCular não é apenas um grande investimento. É uma declaração de intenções. É dizer à Europa que, a partir de Huelva, somos capazes de fazer as coisas de outra forma. Que podemos crescer sendo mais sustentáveis. Que podemos gerar riqueza cuidando do nosso ambiente. Que podemos ter uma indústria de referência internacional e, ao mesmo tempo, avançar para uma cidade mais verde e com maior qualidade de vida”, afirmou.
“Por isso, quero felicitar a Atlantic Copper e todas as pessoas que tornaram este projeto possível. E, além de felicitar, quero agradecer à Atlantic Copper a sua aposta contínua em Huelva em todas as áreas, não só através da sua atividade industrial — sem esquecer que é a empresa que mais contrata em Huelva — mas também através da sua Fundação, sempre ao lado da cultura e do tecido associativo de Huelva”, afirmou.
“Se queremos que Huelva seja a capital verde do sul da Europa, precisamos de empresas corajosas, inovadoras e empenhadas como a Atlantic Copper. E precisamos de continuar a trabalhar em conjunto: administrações, empresas, universidades, trabalhadores e sociedade civil, para o conseguirmos”, concluiu a autarca de Huelva.
Na cerimónia participou também o diretor da Representação da Comissão Europeia em Espanha, Daniel Calleja, que salientou a dimensão europeia de um projeto “destinado a incentivar a reciclagem, que é precisamente aquilo em que consiste a economia circular: passar de uma economia de usar e deitar fora para uma economia circular, na qual os resíduos se transformam em recursos”.
Calleja sublinhou que, numa Europa que precisa de aumentar as taxas de circularidade da sua economia e que está empenhada na construção de um mercado único para a recuperação de resíduos, “este projeto tem uma repercussão que vai muito além de um investimento local e assume uma dimensão europeia, razão pela qual foi designado como projeto estratégico de interesse europeu, porque os materiais que serão reciclados, sejam eles cobre, níquel ou paládio, são essenciais para a economia do futuro”.
“Hoje, Huelva e a Andaluzia tornam-se uma referência para a economia circular europeia. A Europa precisa deste tipo de projetos, que gerem valor económico e emprego qualificado, que contribuam para alcançar objetivos ambientais, sejam benéficos para a indústria e demonstrem que competitividade e sustentabilidade são duas faces da mesma moeda, contribuindo para uma Europa mais preparada para os desafios do futuro”, concluiu.

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