Kobelco Construction Machinery Europe B.V.
Informação para a Indústria de Construção Civil, Obras Públicas e setor mineiro

Arrancam as obras do primeiro troço da Linha de Alta Velocidade entre Porto (Campanhã) e Oiã

12/10/2026
A construção da Linha de Alta Velocidade em Portugal, uma das maiores transformações da ferrovia portuguesa das últimas décadas, começa hoje a ganhar forma, no terreno, com o arranque das obras da concessão do Troço Porto (Campanhã) – Oiã (PPP1).

A Infraestruturas de Portugal (IP) e a AVAN assinalam, assim, o início da construção do primeiro troço da futura Linha de Alta Velocidade Porto-Lisboa, um projeto estratégico para aproximar territórios, aumentar a capacidade da rede ferroviária e reforçar a competitividade e a ligação de Portugal à rede europeia de transportes. A futura Linha de Alta Velocidade permitirá reduzir substancialmente os tempos de viagem entre as duas principais áreas metropolitanas do país. O projeto global tem como objetivo permitir uma ligação direta Porto-Lisboa em cerca de 1h15. Mas o impacto da nova infraestrutura vai muito além da redução dos tempos de viagem.

Com 71 quilómetros de extensão e preparada para velocidades até 300 km/h, a concessão da PPP1 constitui o primeiro troço da futura LAV Porto-Lisboa...
Com 71 quilómetros de extensão e preparada para velocidades até 300 km/h, a concessão da PPP1 constitui o primeiro troço da futura LAV Porto-Lisboa. A nova infraestrutura integrará oito quilómetros de túneis, 19 quilómetros de pontes e viadutos, bem como novas ligações aos sistemas de transporte existentes.

Ao transferir os serviços ferroviários de longo curso mais rápidos para uma nova linha, será possível libertar capacidade na atual Linha do Norte para os comboios suburbanos, regionais e de mercadorias, respondendo a uma das principais limitações da rede ferroviária nacional.

A concessão da PPP1 abrange cerca de 71 quilómetros de nova linha ferroviária de Alta Velocidade, entre Porto (Campanhã) e Oiã, em via dupla eletrificada e preparada para velocidades até 300 km/h. Inclui, também, uma ligação de aproximadamente 8,3 quilómetros à Linha do Norte, na zona de Canelas.

Mais do que o início de uma obra de grande dimensão, este momento representa a passagem do projeto à construção de uma nova geração da ferrovia portuguesa. A Linha de Alta Velocidade Porto-Lisboa integra a futura rede ferroviária de Alta Velocidade, que a IP enquadra na Rede Transeuropeia de Transportes e no Programa Nacional de Investimentos 2030.

A cerimónia que assinalou o arranque das obras do primeiro troço da Linha de Alta Velocidade Porto-Lisboa contou com a presença do ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, do Chefe de Unidade do MOVE.B.2 – Transport Investment da Direção-Geral da Mobilidade e dos Transportes da Comissão Europeia (DG MOVE), Philippe Chantraine, do presidente do Conselho de Administração Executivo da Infraestruturas de Portugal, Paulo Carmona, do representante do consórcio AVAN Concessões de Alta Velocidade, Carlos Mota Santos. O programa incluiu a exibição do filme “Do Projeto ao Terreno” e a apresentação da obra, culminando num momento simbólico que assinalou o arranque das obras do troço Porto (Campanhã)–Oiã.

Na abertura da cerimónia, Paulo Carmona, presidente do Conselho de Administração Executivo da Infraestruturas de Portugal (IP), realçou que “o arranque das obras do troço Porto- Campanhã/Oiã marca a passagem do planeamento à concretização de um dos projetos de infraestrutura mais relevantes para a ferrovia portuguesa”.

Para o responsável, “a futura Linha de Alta Velocidade Porto-Lisboa representa um investimento estratégico para a competitividade do País, a coesão territorial e a sustentabilidade ambiental, reforçando também a ligação de Portugal aos principais eixos de mobilidade europeus. Os benefícios vão além da redução dos tempos de viagem, traduzindo-se numa maior proximidade entre territórios, numa melhor integração dos mercados de trabalho e em melhores condições para a circulação de pessoas, conhecimento e investimento".

A terminar, o presidente da IP deu nota de que a concretização deste projeto resulta do esforço conjunto do Estado português, da Infraestruturas de Portugal, das instituições europeias, dos municípios e dos parceiros privados, num investimento que conta com um importante apoio financeiro europeu: “Todos temos plena consciência da dimensão e da complexidade do desafio que agora se inicia, mas também da importância do objetivo que nos une. O que hoje celebramos não é apenas o início de uma obra, mas o início de uma nova etapa para a ferrovia portuguesa e um investimento decisivo no futuro de Portugal".

Carlos Mota Santos, representante do consórcio AVAN, reforça que “hoje começamos a construir mais do que uma nova linha ferroviária. Começamos a tornar realidade uma infraestrutura que vai transformar a mobilidade no país e reforçar a coesão territorial e competitividade da economia para, no futuro, aproximar Portugal da Europa. Para a AVAN, é também o início de uma enorme responsabilidade, que passa por colocar a nossa capacidade de engenharia, construção e gestão ao serviço de um projeto estruturante para o país, pensado para as próximas gerações, e é um sentido de orgulho por ser iniciada a execução de um projeto tão relevante para o País por um consórcio exclusivamente constituído por empresas portuguesas”.

Uma nova infraestrutura totalmente conectada

O projeto da AVAN inclui a adaptação da Estação de Campanhã, no Porto, à Alta Velocidade e a construção de uma nova estação subterrânea em Santo Ovídio, Vila Nova de Gaia. Prevê ainda cerca de 8 quilómetros de túneis e 19 quilómetros de pontes e viadutos, entre os quais a nova ponte rodoferroviária sobre o rio Douro.

A nova linha será articulada com a rede de transportes existente. Em Campanhã, assegurará a ligação às Linhas do Norte e do Minho da rede ferroviária convencional, a cinco linhas do Metro do Porto e ao Terminal Intermodal. Em Santo Ovídio, terá ligação a duas linhas do Metro do Porto e ao futuro terminal rodoviário. A ligação à Linha do Norte, na zona de Canelas, permitirá o acesso ferroviário à atual Estação de Aveiro, que será adaptada à Alta Velocidade pela IP.

Esta complementaridade é uma das características essenciais do projeto. A nova Linha de Alta Velocidade Porto-Lisboa terá ligações à Linha do Norte, para servir Aveiro e Coimbra, e à Linha do Oeste, para servir Leiria, permitindo que os benefícios da nova infraestrutura se estendam para além das localidades diretamente servidas pela Alta Velocidade. A concessão da AVAN atravessa 10 concelhos, entre Porto e Oliveira do Bairro: Porto, Vila Nova de Gaia, Santa Maria da Feira, Espinho, Oliveira de Azeméis, Ovar, Estarreja, Albergaria-a-Velha, Aveiro e Oliveira do Bairro.

Um compromisso de longo prazo

O contrato de concessão celebrado entre a IP e a AVAN, em julho de 2025, tem uma duração de 30 anos. Os primeiros cinco correspondem ao desenvolvimento das atividades de conceção, projeto, licenciamento, financiamento, expropriação, construção e certificação da infraestrutura, visando a sua colocação em serviço, a que se seguem 25 anos dedicados à sua manutenção, conservação e disponibilização.

Com o arranque das obras entre Porto e Oiã, a Alta Velocidade deixa de ser apenas um projeto de futuro e começa a tornar-se uma realidade no território. É o primeiro passo físico na construção de uma nova geração da ferrovia portuguesa.

Fonte: IP

REVISTAS

SPR Esperanças - JJM Esperança, Lda.Induglobal, Unipessoal Lda

Media Partners

NEWSLETTERS

  • Newsletter EngeObras

    05/10/2026

  • Newsletter EngeObras

    21/09/2026

Subscrever gratuitamente a Newsletter - Ver exemplo

Password

Marcar todos

Autorizo o envio de newsletters e informações de interempresas.net

Autorizo o envio de comunicações de terceiros via interempresas.net

Li e aceito as condições do Aviso legal e da Política de Proteção de Dados

Responsable: Interempresas Media, S.L.U. Finalidades: Assinatura da(s) nossa(s) newsletter(s). Gerenciamento de contas de usuários. Envio de e-mails relacionados a ele ou relacionados a interesses semelhantes ou associados.Conservação: durante o relacionamento com você, ou enquanto for necessário para realizar os propósitos especificados. Atribuição: Os dados podem ser transferidos para outras empresas do grupo por motivos de gestão interna. Derechos: Acceso, rectificación, oposición, supresión, portabilidad, limitación del tratatamiento y decisiones automatizadas: entre em contato com nosso DPO. Si considera que el tratamiento no se ajusta a la normativa vigente, puede presentar reclamación ante la AEPD. Mais informação: Política de Proteção de Dados

www.engeobras.pt

Engeobras - Informação para a Indústria de Construção Civil, Obras Públicas e setor mineiro

Estatuto Editorial