O consumo de cimento manteve uma trajetória crescente até agosto de 2026, atingindo um volume acumulado de 2.828 mil toneladas, correspondente a um crescimento homólogo de 6,4%, ligeiramente superior aos 6,0% registados até julho, segundo a Síntese Estatística da Habitação, promovida pela AICCOPN.
No segmento habitacional, o balanço dos primeiros oito meses do ano evidencia uma evolução diferenciada entre o número de projetos licenciados e o número de fogos previstos. Apesar da contração de 7,3% no número de projetos licenciados, que se cifrou em 12.805, o número de fogos novos viabilizados por estas licenças registou um incremento de 4,1%, ascendendo a um total de 29.030 habitações.
No mesmo período, as novas concessões de crédito à habitação, excluindo renegociações, ascenderam a 16.653 milhões de euros, correspondendo a um crescimento homólogo de 12,5%. Por sua vez, o stock de crédito à habitação atingiu, em agosto, um máximo histórico de 119.062 milhões de euros, registando um crescimento homólogo de 11,2%.
Relativamente à avaliação bancária da habitação, o valor médio atingiu 2.254 €/m² em agosto, mais 14,7% do que no mês homólogo. Por tipologia, os apartamentos registaram uma valorização homóloga de 17%, enquanto nas moradias o aumento foi de 12,6%.
Na Área Metropolitana do Porto, nos 12 meses terminados em agosto de 2026, foram licenciados 10.846 fogos em construções novas, o que representa um aumento de 12% face aos 9.641 alojamentos licenciados no período homólogo. Do total de fogos licenciados, 38% dizem respeito a tipologias T0 ou T1, 33% a T2, 24% a T3 e 5% a T4 ou superior.


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