BO17 - EngeObras

19 ALUGUER A própria evolução da operação portuguesa da Loxam ilustra essa realidade. Em apenas quatro anos, a faturação da empresa passou de cerca de seis milhões para aproximadamente 25 milhões de euros. No mesmo período, o número de colaboradores aumentou de 35 para 110 profissionais. Durante a cerimónia, Hugo Filipe Fonseca atribuiu esse crescimento à confiança dos clientes e parceiros: “Graças à vossa confiança, tornámo- -nos uma grande empresa num curto espaço de tempo”, afirmou. EQUIPAMENTOS MAIS RECENTES, MAIS DADOS E MAIS SERVIÇOS A estratégia de crescimento não assenta apenas na expansão geográfica. A empresa tem vindo a reforçar o investimento na renovação da frota e na digitalização dos serviços. Segundo Luis Ángel Salas, a idade média dos equipamentos da Loxam situa-se abaixo dos seis anos, significativamente inferior à média do setor, que ronda os 11 anos. A renovação da frota é encarada como um fator de competitividade, permitindo melhorar níveis de segurança, eficiência energética e fiabilidade operacional. A eficiência operacional da frota é igualmente evidenciada pelos seus níveis de utilização. A taxa média de ocupação dos equipamentos supera os 72%, destaca Luis Ángel Salas, um valor que traduz não só a procura registada pela empresa, mas também a capacidade de gestão e rotação dos ativos entre diferentes obras, clientes e setores de atividade. Ao mesmo tempo, a digitalização tornou-se uma componente cada vez mais relevante da proposta de valor da empresa. Todas as máquinas estão geolocalizadas e ligadas a sistemas de monitorização que permitem recolher informação sobre localização, utilização e desempenho dos equipamentos. Para o CEO da Loxam Ibéria, esta capacidade torna-se particularmente relevante para empresas que gerem múltiplas máquinas em simultâneo e necessitam de acompanhar a utilização dos ativos distribuídos por várias obras. SUSTENTABILIDADE E SEGURANÇA COMO FATORES DE COMPETITIVIDADE A sustentabilidade foi outro dos temas centrais da inauguração. A unidade de Palmela funciona também como ponto de acesso à estratégia LoxGreen, através da qual a empresa procura disponibilizar equipamentos de menor impacto ambiental e apoiar os processos de descarbonização dos clientes. Como adianta Hugo Filipe Fonseca, mais de 50% da frota atualmente disponível em Portugal integra já esta categoria, que inclui equipamentos elétricos e híbridos. Para Gérard Déprez, esta evolução está alinhada com a própria natureza do negócio de aluguer: “A Loxam é um modo de partilhar equipamentos e faz parte da economia circular”, afirmou. O presidente do grupo defende que o aluguer permite otimizar a utilização dos recursos e reduzir o desperdício associado à aquisição de equipamentos subutilizados: “Tentamos utilizar os nossos equipamentos durante o maior tempo possível através de uma política de manutenção rigorosa”, acrescentou. A segurança constitui outro dos pilares da estratégia da empresa. A operação portuguesa implementou o programa interno Plano Zero, destinado à prevenção de acidentes de trabalho e à promoção de uma cultura de segurança transversal a todas as equipas. Os resultados apresentados pela empresa indicam que, nos últimos quatro anos, foram registados apenas quatro acidentes de trabalho em Portugal, não tendo ocorrido qualquer acidente em 2025. Também nesta área, Luis Ángel Salas deixou uma mensagem clara. “O crescimento sem valores não é sustentável”, frisou, identificando a sustentabilidade, as pessoas e a segurança como os três pilares que orientam o desenvolvimento da empresa. O responsável reforçou ainda a importância da formação, uma área que a Loxam pretende expandir em Portugal. O grupo é atualmente um dos principais operadores ibéricos na formação de operadores e trabalhos em altura, atividade que deve ganhar maior expressão a partir da nova base. Para Gérard Déprez, o investimento agora inaugurado não representa um ponto de chegada, mas antes uma plataforma para a próxima fase de crescimento da empresa no país. “Vamos continuar a investir em Portugal”, garantiu, adiantando que o grupo pretende reforçar a rede nacional, aumentar a diversidade da frota e explorar novas oportunidades de desenvolvimento num mercado que continua a destacar-se entre os mais dinâmicos da Europa. n Prevê-se que a nova sucursal crie até 50 postos de trabalho, numa fase inicial.

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