2026/3 17 Preço: 11 € | Periodicidade: 4 edições por ano | Setembro 2026 EU STAGE V De 4,1 a 670 kVA A energia estelar necessária aos alugadores de equipamentos Apostamos na qualidade e num desempenho excecional, de forma a cuidarmos do planeta sem renunciar a grupos geradores de elevada robustez. CUSTOM ENERGY SOLUTIONS MADE IN EU SUSTENTÁVEL FIÁVEL SILENCIOSA POTENTE INTELIGENTE dagartech.com
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Edição, Redação e Propriedade INDUGLOBAL, UNIPESSOAL, LDA. Avenida Defensores de Chaves, 15, 3.º F 1000-109 Lisboa (Portugal) Telefone +351 215 935 154 E-mail: geral@interempresas.net NIF PT503623768 Gerente Aleix Torné Detentora do capital da empresa Grupo Interempresas Media, S.L. (100%) Diretora Luísa Santos Equipa Editorial Luísa Santos, David Múñoz Marketing e Publicidade Frederico Mascarenhas, Nuno Canelas redacao_engeobras@interempresas.net www.engeobras.pt Preço de cada exemplar 11 € (IVA incl.) Assinatura anual 44 € (IVA incl.) Registo da Editora 219962 Registo na ERC 127810 Depósito Legal 498357/22 Distribuição total +13.900 envios. Distribuição digital a +13.200 profissionais. Tiragem +700 cópias em papel. Edição Número 17 – Setembro de 2026 Estatuto Editorial disponível em https://www.engeobras.pt/ EstatutoEditorial.asp Impressão e acabamento Lidergraf Rua do Galhano, n.º 15 4480-089 Vila do Conde, Portugal www.lidergraf.eu Os trabalhos assinados são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. É proibida a reprodução total ou parcial dos conteúdos editoriais desta revista sem a prévia autorização do editor. A redação da Engeobras adotou as regras do Novo Acordo Ortográfico. SUMÁRIO ATUALIDADE 4 EDITORIAL 5 Entrevista a Rubén Gago, diretor-geral da JOFEMESA 10 Palmela torna-se o novo centro de operações da Loxam em Portugal 16 GAM alcança lucro líquido de 6,3 milhões de euros no primeiro semestre de 2026 20 Aluguer de equipamentos: de alternativa à compra a ferramenta de gestão de ativos 22 APEX e IRE entram numa nova era com chegada a Amesterdão em 2027 24 Motivo assegura continuidade do apoio aos clientes JCB após fim da representação 26 Do subsolo à obra: Portugal prepara novo ciclo mineiro 28 Insersa Portugal inaugura sede em Castro Verde 34 MMH 2026 prepara edição recorde com 8.500 metros quadrados de exposição e 322 expositores 36 Epiroc lança Automatic Bit Changer para as SmartROC D65 e D60 38 Novo compressor Atlas Copco associa mais caudal à pressão certa, para máxima eficiência 40 Transgrua reforça a sua frota com a potente grua Palfinger PK 92002 SH 42 Manitou apresenta na Apex 2026 os últimos avanços do seu ambicioso plano estratégico 2026-2030 46 Uma máquina, várias funções: como os acessórios aumentam a rentabilidade em obra 50 Nuremberga testa modelo de demolição sem emissões com máquinas elétricas da Volvo CE 52 Husqvarna reforça gama de robôs de demolição com os novos DXR 705 e DXR 715 56 Tecnologia e inovação para maximizar a rentabilidade no processamento de agregados 60 Kobelco e PNUD testam operação remota de máquinas na remoção de escombros na Ucrânia 65
Hubertus Muenster, novo vice-presidente da HCME. 4 ATUALIDADE MAIS NOTÍCIAS DO SETOR EM: WWW.ENGEOBRAS.PT • SUBSCREVA A NOSSA NEWSLETTER Obras públicas registam em julho melhor desempenho do ano O mercado português de obras públicas apresentou em julho o melhor desempenho mensal de 2026, embora os resultados acumulados até ao final desse mês continuem a evidenciar uma quebra significativa. Segundo o Barómetro de Obras Públicas da AICCOPN, foram promovidos, nos primeiros sete meses do ano, concursos no valor global de 4.935 milhões de euros, menos 28% face ao mesmo período de 2025. O número de procedimentos também recuou, com 3.477 concursos públicos promovidos até julho, uma redução homóloga de 31%. Nos contratos celebrados exclusivamente por concurso público e reportados no Portal Base, o montante acumulado atingiu 1.871 milhões de euros, menos 34% do que um ano antes. Em sentido contrário, os contratos por ajuste direto ou consulta prévia cresceram 20%, para 449 milhões de euros. No conjunto das modalidades, os contratos de empreitadas de obras públicas celebrados e reportados no Portal Base totalizaram 2.547 milhões de euros até 15 de agosto, refletindo uma contração homóloga de 28%. Apesar da melhoria registada em julho, os dados ainda não apontam para uma inversão da tendência acumulada. Hitachi Construction Machinery unifica liderança dos negócios de construção e mineração A Hitachi Construction Machinery (Europe) NV (HCME) promoveu Hubertus Muenster ao cargo de vice-presidente, alargando as suas responsabilidades aos negócios de equipamentos para construção e mineração na Europa e em parte de África. Além das funções que já desempenhava nas áreas de vendas, aluguer e gestão da rede de distribuidores de equipamentos de construção, Muenster passa a assumir também a direção do negócio de mineração. A reorganização concentra os dois principais segmentos de equipamentos da empresa sob uma única liderança comercial regional. Desde que entrou na HCME, em julho de 2025, Hubertus Muenster tem trabalhado no reforço da colaboração com a rede de distribuidores, na agilização dos processos e na harmonização das operações internas. Segundo a empresa, a integração das áreas de construção e mineração deverá facilitar a tomada de decisões e melhorar a coordenação comercial. Francesco Quaranta, presidente e CEO da HCME, considera que a nova estrutura permitirá “atuar com maior rapidez, reduzir a complexidade e disponibilizar soluções mais integradas aos nossos clientes”. A reorganização insere-se na estratégia da HCME para reforçar a cooperação com os distribuidores e desenvolver soluções que acompanhem as necessidades dos clientes ao longo do ciclo de vida dos equipamentos, tanto na construção como na mineração.
5 LNEC divulga finalistas do Prémio Excelência BIM 2026 O Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) já selecionou os finalistas do Prémio Excelência BIM 2026, distinção que reconhece projetos de referência na aplicação e desenvolvimento da metodologia BIM em Portugal. Os vencedores serão anunciados a 17 de novembro, no LNEC, em Lisboa, durante o openBIM DAY’26. O júri analisou 30 candidaturas, das quais foram selecionados projetos em cinco categorias. Em Donos de Obra: Contratação e Gestão, estão nomeados a Câmara Municipal de Lisboa, Lisboa Ocidental SRU e a parceria Fidelidade Property Europe/LIMSEN Consulting. Na categoria Coordenação e Projeto, os finalistas são COBA, PROSPECTIVA e Mota-Engil Global. Em Planeamento e Construção, foram selecionados ACA – Alberto Couto Alves, HCI Construções/LIMSEN Consulting e K.T.L. – Sociedade de Construções. A categoria Gestão do Ambiente Construído inclui projetos da Quadrante, Castro Red Build e TPF Consultores. Já em Inovação Tecnológica em BIM, os finalistas são Twin Studio, Mota-Engil Global e Ventura + Partners. A categoria Interoperabilidade: openBIM não teve finalistas. Os projetos selecionados entram agora numa fase de avaliação complementar, com os candidatos a fornecer informação adicional ao júri. O prémio é promovido pela CT 197 – BIM, em parceria com o ONS – BUILT CoLAB e a PTPC. EDITORIAL A mineração está novamente no centro da agenda portuguesa e europeia. A procura por matérias-primas críticas, associada à transição energética e à necessidade de reforçar a autonomia industrial da Europa, está a gerar um novo ciclo para a atividade extrativa. E com ele surgem oportunidades para uma cadeia muito mais ampla, que inclui engenharia, construção, equipamentos, serviços especializados e infraestruturas. A evolução deste setor justifica o destaque que lhe damos nesta edição da EngeObras. O desenvolvimento de novos projetos e a modernização das explorações existentes colocam desafios exigentes à engenharia e à maquinaria: maior produtividade, segurança, eficiência energética, fiabilidade e capacidade para operar em ambientes cada vez mais complexos. A mina deixou há muito de ser apenas um local de extração. Hoje, é uma infraestrutura industrial sofisticada, onde automação, digitalização e gestão de dados coincidem com a maquinaria pesada. O dinamismo do setor estará bem patente na MMH 2026, em Sevilha, que irá reunir 322 expositores e uma área de exposição de 8.448 metros quadrados, com empresas de 25 países. Também a instalação da Insersa Portugal em Castro Verde demonstra o interesse crescente pelo mercado mineiro nacional e, especialmente, pela região do Baixo Alentejo. Nas páginas desta edição acompanhamos igualmente as novidades em equipamentos destinados a este e a outros segmentos das obras públicas, num mercado em que o aluguer de equipamentos ganha cada vez mais terreno. A evolução das frotas, a incorporação de soluções elétricas e híbridas, a conectividade e a monitorização dos equipamentos estão a alterar a forma como as empresas selecionam, utilizam e gerem as suas máquinas. A nova base da Loxam em Palmela, com 25 mil metros quadrados, é um exemplo dessa evolução e do investimento que o setor do aluguer está a realizar em Portugal. Também a entrevista a Rubén Gago, diretor-geral da Jofemesa, aborda as mudanças neste mercado e a importância crescente da gestão tecnológica das frotas. A transformação ultrapassa as fronteiras nacionais. A chegada da APEX e da International Rental Exhibition a Amesterdão, em 2027, reforçará a ligação entre fabricantes, empresas de aluguer e fornecedores de tecnologia, num setor onde a digitalização e a eficiência dos equipamentos assumem uma importância crescente. Esta revista será distribuída na MMH 2026 e na Concreta 2026, dois pontos de encontro privilegiados para acompanhar a evolução da construção, das obras públicas e da mineração. Se passar por uma destas feiras, visite-nos e leve o seu exemplar gratuito. Até lá, boa leitura! Portugal redescobre o potencial mineiro
6 MAIS NOTÍCIAS DO SETOR EM: WWW.ENGEOBRAS.PT • SUBSCREVA A NOSSA NEWSLETTER ATUALIDADE IP e Timor-Leste reforçam cooperação nas infraestruturas de transporte A Infraestruturas de Portugal (IP) e o Ministério do Planeamento e Investimento Estratégico de Timor-Leste (MPIE) assinaram um Protocolo de Cooperação Técnica para apoiar o desenvolvimento das infraestruturas de transporte e reforçar a capacidade institucional timorense. Com duração prevista de 24 meses, o programa prevê missões técnicas, formação, workshops, apoio à criação de instrumentos de governação e acompanhamento técnico à distância. A IP irá partilhar conhecimentos e boas práticas nas áreas do planeamento, preparação, financiamento, gestão e conservação de infraestruturas de transporte. Entre as ações previstas está um diagnóstico do setor, o desenvolvimento de instrumentos para planear e priorizar investimentos, o reforço dos modelos de gestão da rede rodoviária e a definição de enquadramentos legais e regulamentares para a gestão das estradas. O acordo concretiza a cooperação prevista no Acordo Portugal–Timor-Leste na área das infraestruturas, assinado em 2024, e está alinhado com o Programa Estratégico de Cooperação 2024-2028. Segundo os responsáveis dos dois países, a parceria pretende contribuir para infraestruturas mais sustentáveis e resilientes, uma utilização mais eficiente dos recursos públicos e melhores condições de mobilidade. O programa prevê ainda a integração de referências internacionais da ASEAN, CPLP e PIARC, num momento em que TimorLeste reforça a sua integração regional e procura atrair investimento privado. Sylvain Blaise, presidente e diretor executivo da Manitou Group (à esquerda), e Jaeyoung Moon, presidente e diretor executivo da HD Construction Equipment (à direita), na assinatura do acordo entre as duas empresas. Manitou Group e HD Construction Equipment firmam acordo de distribuição A Manitou Group e a HD Construction Equipment anunciaram um acordo de distribuição cruzada para determinadas gamas de equipamentos de construção, com o objetivo de ampliar a oferta de ambas as empresas nos mercados internacionais. Ao abrigo da parceria, a Manitou Group irá integrar no seu portefólio algumas linhas de equipamentos compactos desenvolvidas pela HD Construction Equipment. Os produtos serão comercializados internacionalmente sob as marcas Manitou e GEHL, através da rede de concessionários do grupo, que assegurará também o serviço pós-venda. Em sentido inverso, a HD Construction Equipment irá incorporar no seu catálogo equipamentos compactos desenvolvidos pela Manitou Group, tirando partido da experiência da empresa em engenharia e fabrico neste segmento. A nova oferta será disponibilizada através da rede de distribuição global da HD Construction Equipment.
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8 ATUALIDADE MAIS NOTÍCIAS DO SETOR EM: WWW.ENGEOBRAS.PT • SUBSCREVA A NOSSA NEWSLETTER Epiroc amplia automação de camiões mineiros à superfície A Epiroc está a alargar as capacidades da sua solução Deep Automation para permitir a operação autónoma de camiões mineiros também à superfície. A tecnologia recorre a sensores LiDAR 3D para localização, mapeamento e deteção de obstáculos, permitindo transições entre operações subterrâneas e à superfície. A evolução foi demonstrada em junho de 2026, durante a Epiroc World Expo, onde um camião mineiro elétrico a bateria realizou uma operação autónoma e detetou obstáculos colocados no percurso, parando automaticamente perante os mesmos. Segundo Johannes Mutamba, Global Product Manager Deep Automation – Trucks da Epiroc, os camiões constituem um ponto de partida natural para esta tecnologia, devido às longas distâncias percorridas e à ligação frequente entre as zonas de produção subterrâneas e os locais de descarga à superfície. A utilização de LiDAR 3D responde também aos desafios específicos das operações à superfície, onde existem menos referências para posicionamento e maior exposição a condições meteorológicas variáveis. A tecnologia deverá melhorar a perceção do ambiente e a fiabilidade da localização. Esta evolução dá continuidade ao desenvolvimento da automação de camiões da Epiroc, com o objetivo de criar soluções autónomas mais seguras, produtivas e escaláveis para operações mineiras. Ponte Salgueiro Maia vai ter gémeo digital para monitorização da infraestrutura A Infraestruturas de Portugal (IP) vai desenvolver um projeto de gémeo digital para a Ponte Salgueiro Maia, no IC10, em Santarém, com o objetivo de reforçar a monitorização do estado e do desempenho da infraestrutura. A iniciativa será realizada em parceria com a CAEmate, com o acompanhamento técnico do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC). O projeto prevê a criação de uma representação digital da ponte, alimentada por dados recolhidos diretamente na infraestrutura. A aplicação da tecnologia Digital Twin permitirá acompanhar a evolução do comportamento da obra ao longo do tempo e reunir informação sobre o seu estado de conservação. A solução deverá funcionar como uma ferramenta de apoio à gestão, permitindo cruzar diferentes fontes de informação e analisar a evolução dos parâmetros monitorizados. O objetivo é melhorar a capacidade de avaliação da infraestrutura e apoiar decisões relacionadas com a sua manutenção e conservação. A iniciativa integra a estratégia de modernização e transformação digital da IP, que tem vindo a incorporar novas tecnologias na gestão das redes rodoviária e ferroviária. A utilização de gémeos digitais poderá também contribuir para uma abordagem mais preditiva à manutenção, reduzindo a dependência de intervenções baseadas exclusivamente em inspeções periódicas.
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ENTREVISTA 10 RUBÉN GAGO, DIRETOR-GERAL DA JOFEMESA “Vivemos um momento de estabilidade, compromisso e crescimento que nos permite encarar o futuro com confiança e entusiasmo” David Muñoz Com uma equipa de mais de 270 profissionais, um parque de máquinas superior a 6.000 unidades e dez delegações distribuídas por Portugal e Espanha, a JOFEMESA é, sem dúvida, uma das grandes referências no mercado ibérico de aluguer. A aproximar-se já do 40.º aniversário, entrevistámos o seu diretor-geral, Rubén Gago, para conhecer a situação que a empresa atravessa e os pilares que sustentam o seu sólido crescimento.
ENTREVISTA 11 Ainda não passou sequer um ano desde a sua nomeação como diretor-geral da JOFEMESA… mas o que representa para si, a nível pessoal e profissional, liderar uma das principais empresas ibéricas de aluguer de máquinas? A nível pessoal, é uma verdadeira honra assumir a direção-geral de uma empresa com a trajetória, o prestígio e a história da JOFEMESA. Estamos a falar de uma empresa que se aproxima dos 40 anos de atividade, algo que muito poucas organizações conseguem alcançar e manter com sucesso num setor tão exigente e competitivo como o nosso. Mas, juntamente com o orgulho, existe também uma grande responsabilidade. Quando chegamos a uma empresa com uma identidade tão consolidada, a nossa missão não é mudar aquilo que funciona, mas preservar os valores que a fizeram crescer e, ao mesmo tempo, preparar a organização para os desafios do futuro. Do ponto de vista profissional, representa uma oportunidade extraordinária para continuar a impulsionar um projeto que conta com uma equipa humana excecional, uma sólida implantação no mercado ibérico e uma clara vocação de serviço ao cliente. O meu objetivo é contribuir para que a JOFEMESA continue a crescer de forma sustentável, mantendo a proximidade, a confiança e o profissionalismo que sempre a caracterizaram. Creio que o melhor reconhecimento que podemos fazer a estes quase 40 anos de história é continuar a construir o futuro com o mesmo entusiasmo, o mesmo espírito de esforço e a mesma orientação para o cliente que nos trouxeram até aqui. Embora acumule muitos mais anos de trajetória na empresa como responsável pela delegação de Valladolid, o que destacaria destes meses como diretor-geral? Houve algo que o tenha surpreendido especialmente na sua nova responsabilidade? Mais do que uma surpresa, o que destacaria destes meses foi o enorme apoio que recebi por parte do Conselho de Administração e de toda a equipa humana da JOFEMESA. Assumir esta responsabilidade foi muito mais simples graças a essa confiança e ao compromisso de todas as pessoas que fazem parte da empresa. Se há algo que pude comprovar nesta nova etapa é a capacidade que a JOFEMESA tem para trabalhar unida, partilhando objetivos comuns e mantendo a mesma vocação de serviço em todos os níveis da organização. Essa coesão é, sem dúvida, uma das nossas maiores forças e aquilo que nos permite continuar a oferecer o melhor serviço possível aos nossos clientes, enquanto avançamos na concretização dos objetivos estratégicos da empresa. O verdadeiro valor das empresas está nas pessoas que lhes dão vida todos os dias. Como definiria o ADN da Equipa JOFEMESA? Quais destacaria como os elementos diferenciadores da sua equipa e, consequentemente, do serviço que oferecem? Se tivesse de definir o ADN da equipa JOFEMESA, falaria de compromisso, esforço e capacidade de colaboração. O que mais me orgulha é o espírito de superação que cada pessoa da empresa demonstra no seu trabalho diário e o seu envolvimento em cada projeto que assumimos. Além disso, existe uma grande interligação entre departamentos. Na JOFEMESA entendemos que os melhores resultados são alcançados trabalhando em equipa, apoiando-nos uns aos outros e partilhando um objetivo comum: oferecer o melhor serviço possível aos nossos clientes. Essa capacidade de colaboração faz com que, por detrás de cada atuação, projeto ou serviço, não esteja apenas uma pessoa, mas o apoio de toda a organização. Como definiria a situação que a JOFEMESA atravessa atualmente? Em que pilares assenta a sua estratégia de crescimento? Se a pergunta é motivada pelas mudanças organizativas que vivemos nos últimos tempos, posso dizer com toda a tranquilidade que a JOFEMESA atravessa uma situação muito positiva. Vivemos um momento de estabilidade, compromisso e crescimento que nos permite encarar o futuro com confiança e entusiasmo. A nossa estratégia assenta em pilares muito claros: proximidade do cliente, qualidade do serviço, investimento contínuo em frota e tecnologia, desenvolvimento das pessoas e uma gestão baseada na colaboração entre todas as áreas da empresa. Acreditamos que o crescimento sustentável só é possível quando existe uma organização sólida, alinhada e comprometida com um mesmo objetivo, e hoje a JOFEMESA conta com essa força. Pode dar-nos alguns dados que permitam conhecer a dimensão atual da empresa? Atualmente, a JOFEMESA conta com uma equipa constituída por 276 profissionais que gerem diariamente mais de 6.000 equipamentos de trabalho através de uma rede de 10 delegações distribuídas por Portugal e Espanha. Para além dos números, o que realmente traduz a dimensão da empresa é a nossa capacidade para oferecer um serviço próximo, ágil e especializado a milhares de clientes, mantendo sempre os padrões de qualidade e compromisso que nos têm caracterizado ao longo de quase 40 anos.
ENTREVISTA 12 Ao longo dos últimos anos, a JOFEMESA tem seguido uma ambiciosa política de expansão nacional e internacional, com a entrada em Portugal. Pode indicar-nos onde já têm delegações e a evolução que cada uma destas bases está a seguir? Atualmente, a JOFEMESA conta com uma rede de 10 delegações estrategicamente distribuídas por Portugal e Espanha. Dispomos de dois centros em Madrid, onde se encontram a sede central da empresa e a principal base do nosso Departamento de Formação de Clientes. A estes juntam-se as nossas delegações de Valladolid, Avilés (Astúrias), Puerto de Sagunto (Valência), Alicante, Málaga e Sevilha, além das filiais de Lisboa e Porto, que reforçam a nossa presença no mercado português. A evolução de todas elas está a ser muito positiva. Cada uma das nossas delegações superou os objetivos estabelecidos durante o primeiro semestre do ano, o que demonstra não só o bom momento que a empresa atravessa, mas também o excelente trabalho realizado por todas as equipas e a confiança que os nossos clientes depositam em nós diariamente. Estão previstas novas aberturas a curto, médio ou longo prazo? Em caso afirmativo, em que regiões estão a pensar? A JOFEMESA sempre foi uma empresa com vocação de crescimento e melhoria contínua. A nossa prioridade é consolidar o projeto que temos atualmente e continuar a estar cada vez mais próximos dos nossos clientes, onde quer que necessitem de nós. Não posso adiantar possíveis planos futuros, mas posso garantir que continuaremos a analisar oportunidades que se enquadrem na nossa estratégia e nos nossos valores. Se há algo que tem caracterizado a JOFEMESA ao longo da sua história é a sua capacidade para evoluir, crescer e enfrentar novos desafios com ambição, mas, acima de tudo, com responsabilidade. Permita-me que me detenha numa destas delegações, a de Valladolid, pela qual sei que tem um carinho especial e que, além disso, teve uma espetacular mudança de instalações em outubro do ano passado. Que papel desempenha hoje esta base no organigrama da JOFEMESA? Creio que até montaram ali um back office, não? Sem dúvida, Valladolid ocupa hoje uma posição estratégica dentro da JOFEMESA. Para além do vínculo pessoal que possa ter com esta delegação, a realidade é que se tornou uma peça fundamental da nossa organização pela sua localização, capacidade de crescimento e pelo papel que desempenha na nossa estrutura operacional. A entrada em funcionamento do novo back office representou um importante avanço na otimização dos processos “Se tivesse de definir o ADN da equipa JOFEMESA, falaria de compromisso, esforço e capacidade de colaboração”, salienta Rubén Gago nesta entrevista.
ENTREVISTA 13 internos, melhorando de forma muito significativa a eficiência e a coordenação entre diferentes áreas da empresa. Além disso, a sua localização reforça a ligação entre as nossas delegações do centro e do norte de Espanha, facilitando uma gestão mais ágil e eficiente. A tudo isto junta-se o facto de Valladolid ter sido uma das delegações com melhor evolução nos últimos anos. A mudança para as novas instalações permitiu-nos dar um salto qualitativo tanto na capacidade operacional como no serviço que oferecemos a clientes e fornecedores, consolidando o seu papel como uma das bases de referência dentro da JOFEMESA. Empreenderam também uma importante estratégia de mudança de imagem e modernização dos canais de marketing e comunicação, liderada por um profissional bem conhecido no setor e com uma longa experiência na JOFEMESA, como é o caso de Jorge Palacios. Pode adiantar-nos algumas iniciativas que vão desenvolver neste campo? Sem dúvida, a transformação da nossa comunicação e da nossa imagem corporativa é uma das linhas estratégicas em que estamos a trabalhar com maior entusiasmo. Contar com um profissional como Jorge Palacios, que, além de conhecer perfeitamente a empresa, está ligado ao setor há vários anos, permite-nos encarar esta evolução a partir do conhecimento da nossa identidade e daquilo que os nossos clientes esperam. O nosso objetivo não é apenas modernizar a imagem da JOFEMESA, mas também melhorar a forma como nos relacionamos com os nossos clientes, colaboradores e profissionais do setor. Queremos ser mais visíveis, mais próximos e mais ágeis na comunicação, mantendo sempre os valores que definiram a empresa ao longo de quase 40 anos. Nos próximos meses continuaremos a promover iniciativas relacionadas com a digitalização dos nossos canais, a produção de conteúdos especializados, o reforço da nossa presença nas redes profissionais, a valorização das nossas delegações e equipas humanas, bem como novas ferramentas orientadas para melhorar a experiência do cliente. Acreditamos que uma empresa moderna não deve evoluir apenas em termos de frota, instalações ou tecnologia; deve também evoluir na forma como comunica quem é, o que faz e que valor acrescenta aos seus clientes. E estamos plenamente empenhados nesse caminho. Pelo que sei, a JOFEMESA está já a executar um ambicioso programa de aquisição de novas máquinas. O que nos pode dizer sobre isso? Existe já um valor de investimento definido? Em que tipo de produtos vão concentrar a aposta? Não sei como conseguiram obter essa informação, mas é verdade: este ano vamos fazer um investimento muito importante em maquinaria nova, orientado para os pro- “A JOFEMESA sempre foi uma empresa com vocação de crescimento e melhoria contínua”, assegura o diretor-geral da empresa.
ENTREVISTA 14 dutos e para as novas tecnologias disponibilizadas pelos nossos fornecedores. A minha recomendação, em vez de lhe dar um valor, é que acompanhe as nossas redes sociais nos próximos meses. Aí será possível perceber realmente o nível de investimento que vamos realizar. A eletrificação do parque de máquinas faz parte dos vossos planos? Pretendem investir em mais versões elétricas? Em baterias? Sim, a eletrificação do nosso parque de máquinas faz parte da nossa visão de futuro, mas sempre a partir de uma abordagem realista e alinhada com as necessidades dos nossos clientes. A construção é, atualmente, o principal destino dos vossos alugueres? Em que outros setores estão presentes? Estão a desenvolver alguma estratégia de diversificação para ganhar maior presença noutras atividades, como a Indústria, a Agricultura ou os Eventos, por exemplo? A construção continuará a ser um pilar estratégico para a JOFEMESA, mas o nosso futuro passa por crescer onde os nossos clientes necessitem de soluções especializadas, como a indústria, a energia, os eventos, entre outros, e em novos setores em plena transformação. A nossa estratégia não consiste apenas em alugar máquinas, mas em tornarmo-nos um parceiro de confiança para diferentes setores produtivos, acompanhando os nossos clientes com soluções completas que incluem aconselhamento, assistência técnica, formação e disponibilidade de equipamentos. De uma forma geral, que radiografia faria do setor do aluguer de máquinas no mercado ibérico? Considera que é um modelo de negócio que continuará a crescer? O setor do aluguer de máquinas no mercado ibérico atravessa um momento muito positivo, impulsionado pela construção, indústria, infraestruturas, eventos e transição energética. Cada vez mais empresas apostam no aluguer pela flexibilidade, otimização de custos e acesso a tecnologia avançada sem necessidade de realizar grandes investimentos. É por isso que acreditamos que o setor continuará a crescer nos próximos anos e ainda tem margem para se aproximar dos níveis de penetração de outros mercados europeus mais maduros. Quais destacaria como os principais desafios do setor do aluguer? Na JOFEMESA encaramos estes desafios como uma oportunidade para continuar a evoluir. Apostamos na renovação progressiva da nossa frota, na incorporação de novas tecnologias, na digitalização de processos que nos permitam ser mais eficientes, na integração de profissionais-chave em diferentes áreas/delegações e na oferta de um melhor serviço aos nossos clientes. Os desafios do setor não se enfrentam competindo apenas pelo preço, mas investindo nas pessoas, na tecnologia e no serviço. Como vê a JOFEMESA no seu 40.º aniversário? E a mais longo prazo… como gostaria que fosse a JOFEMESA em 2030 e mais além? Gostaria que a JOFEMESA do seu 40.º aniversário continuasse a preservar aquilo que nos trouxe até aqui: proximidade, compromisso, serviço e confiança. Mas também que fosse uma empresa ainda mais inovadora, mais digital e preparada para responder às novas necessidades dos nossos clientes. Olhando para o futuro, imagino uma JOFEMESA que continua a crescer de forma sustentável, reforçando a sua presença na Península Ibérica, ampliando os seus serviços e consolidando-se como uma referência não apenas no aluguer de máquinas, mas também na formação, assistência técnica e soluções integrais para os diferentes setores com os quais trabalhamos. Em suma, não aspiramos apenas a ter uma frota maior, mas a ser uma empresa cada vez mais próxima, mais eficiente e mais valiosa para os nossos clientes. Porque as máquinas evoluem, mas aquilo que realmente perdura são as relações de confiança que construímos com as pessoas. n "O setor do aluguer de máquinas no mercado ibérico atravessa um momento muito positivo, impulsionado pela construção, indústria, infraestruturas, eventos e transição energética"
ENTREVISTA 15 Que pequeno momento do quotidiano o faz sentir realmente feliz? Fazem-me felizes aqueles pequenos momentos quotidianos em família que muitas vezes damos como garantidos. Um café, um abraço ou umas gargalhadas espontâneas. São gestos simples e repetidos todos os dias, mas têm um valor incalculável porque nos recordam aquilo que realmente importa. Quando ninguém o vê como “o Chefe”, como é realmente? Continuo a ser o mesmo: uma pessoa simples, com entusiasmo pelo que faz e que gosta de estar perto dos seus. No final, para além do trabalho, o que realmente me define são as pessoas com quem partilho a vida. Que música costuma ouvir no carro ou em casa? Durante a semana não é fácil haver muita música no carro, porque o habitual é estar a encadear uma chamada atrás de outra. Mas, quando encontro esses pequenos momentos entre uma conversa e outra, costuma tocar a música com que cresci: Estopa, Juanes ou La Oreja de Van Gogh. São canções que me transportam para diferentes etapas da minha vida. Isso sim, quando viajo com as minhas filhas, o repertório muda completamente e o comando passa para as mãos delas: nessa altura ouvem-se RVFV, Quevedo ou alguma música da Taylor Swift. A verdade é que, graças a elas, estou bastante mais atualizado sobre a música atual do que estaria por minha conta. Há alguma atividade ou hobby que o ajude a desligar completamente do trabalho? Claro que sim. Para mim, poucas coisas ajudam mais a desligar do que um bom jantar com amigos, acompanhado por um bom Ribera del Duero de Valladolid. Para além da gastronomia, valorizo muito esses momentos de conversa sincera, sem pressas e rodeado de pessoas que me conhecem desde sempre. Creio que é importante manter por perto os amigos de toda a vida, partilhar com eles tanto as alegrias como as dificuldades e recordar que, no final, são essas relações que realmente nos mantêm ligados ao essencial. Que lugar do mundo mudou a sua forma de ver a vida? A verdade é que não há um lugar concreto que tenha mudado a minha forma de ver a vida. Creio que aquilo que realmente vai transformando a nossa visão do mundo é a soma de experiências, das pessoas que conhecemos e das culturas com as quais entramos em contacto. Cada viagem, cada conversa e cada realidade diferente que descobrimos proporciona-nos uma nova perspetiva. No final, não é um destino que nos muda, mas tudo aquilo que aprendemos com as pessoas e os lugares que vamos encontrando pelo caminho. O que aprendeu em criança que ainda hoje continua a orientar as suas decisões? Os conselhos do meu pai. Quando somos crianças, nem sempre lhes damos importância, mas hoje fazem parte da minha forma de compreender a vida. Ensinou-me a tratar as pessoas como gostaria que me tratassem a mim, a trabalhar arduamente e a esforçar-me ao máximo para alcançar os meus objetivos. Também me incutiu a ideia de que não existem desafios impossíveis quando são enfrentados com vontade, perseverança e trabalho. Qual foi o livro, filme ou música que mais o marcou pessoalmente? Marc Anthony, Vivir mi vida. Se pudesse passar um dia inteiro sem obrigações, como seria esse dia perfeito? A verdade é que desfruto desse dia perfeito com bastante frequência aos fins de semana. Não preciso de grandes planos. Gosto de me levantar sem pressa, mas também não demasiado tarde, partilhar um café tranquilo com a minha mulher e depois deixar o dia fluir. O melhor é poder desfrutar do tempo com a família e os amigos, seja numa refeição, numa conversa à mesa que se prolonga mais do que o previsto ou simplesmente a partilhar bons momentos. No final, para mim, a felicidade costuma estar nessas coisas simples. Que pessoas do seu círculo são as que mais o mantêm com os pés assentes na terra? Creio que, em grande medida, sou eu próprio quem se encarrega de manter os pés assentes na terra. Estou grato pela vida que tenho e, sinceramente, não mudaria nada de importante nela. O meu objetivo não é chegar a nenhum lugar extraordinário, mas continuar a desfrutar de cada momento e valorizar tudo aquilo que consegui junto das pessoas que me rodeiam. As minhas filhas também desempenham um papel fundamental nessa tarefa. Tento transmitir-lhes os mesmos valores que o meu pai me incutiu: a importância do esforço, da humildade, do respeito pelos outros e de saber apreciar as coisas simples. No final, quando vemos a vida através dos seus olhos, recordamos aquilo que realmente importa. O que acha que surpreenderia as pessoas se descobrissem algo sobre si? Talvez ficassem surpreendidas se lhes dissesse que sei todas as letras do Quevedo. Hahahahahaha... é uma brincadeira, embora, com as minhas filhas a escolherem a música no carro, esteja cada vez mais perto disso. CONHEÇAMOS MELHOR RUBÉN GAGO…
16 ALUGUER Palmela torna-se o novo centro de operações da Loxam em Portugal Com um investimento de 2,5 milhões de euros e uma área de 25 mil metros quadrados, a base operacional inaugurada pela Loxam, a 19 de junho, em Palmela, assinala uma nova etapa na presença do grupo em Portugal. A infraestrutura passa a concentrar as operações nacionais da empresa, reforçando a capacidade de resposta aos setores da construção, indústria, energia e logística. Marta Clemente Da esquerda para a direita: Gérard Déprez, presidente do Grupo Loxam, Nuno Bacalhau, responsável pela delegação de Palmela, Hugo Filipe Fonseca, diretor de àrea Portugal, Eugenio Carvalho, chefe de oficina, e Luis Ángel Salas, CEO da Loxam Ibéria.
17 ALUGUER Quando o Grupo Loxam decidiu instalar a sua nova base operacional portuguesa em Palmela, o objetivo não era apenas abrir mais uma delegação. A ambição passava por criar uma infraestrutura capaz de acompanhar a transformação que a própria operação portuguesa tem vivido nos últimos anos e responder a um mercado que continua a ganhar importância na estratégia europeia do grupo. Localizada no Parque Industrial Autoeuropa, a nova unidade, inaugurada a 19 de junho, representa um investimento de 2,5 milhões de euros e passa a assumir o papel de centro das operações da empresa em Portugal. Com uma área total de 25 mil metros quadrados, a unidade foi concebida para servir um mercado cada vez mais exigente e diversificado, reforçando simultaneamente o papel de Portugal na estratégia ibérica e europeia do grupo. A importância do investimento ultrapassa a dimensão física das instalações. Para Gérard Déprez, presidente do Grupo Loxam, a nova base simboliza a evolução da operação portuguesa nos últimos anos. O responsável considera mesmo que representa um ponto de viragem para a empresa no mercado nacional. “Até agora era um pequeno país no nosso portefólio. Agora tornou-se um grande país”, acrescentou, sublinhando que Portugal passou a assumir um peso crescente na estratégia internacional do grupo. Atualmente, a empresa conta com oito delegações em Portugal e prevê criar até 50 postos de trabalho associados à nova unidade de Palmela numa fase inicial. PROXIMIDADE AO CLIENTE A escolha de Palmela está longe de ser casual. Localizada junto de um dos principais polos industriais do país, a nova base beneficia da presença de grandes empresas, operadores logísticos e projetos de infraestrutura que estão a transformar a região. A proximidade aos clientes foi, aliás, uma das razões apontadas por Hugo Filipe Fonseca, diretor da Área Portugal da Loxam, para justificar o investimento. Nos últimos anos, a empresa reforçou significativamente a sua cobertura territorial, passando de uma única delegação na região de Lisboa para três. O objetivo é reduzir os tempos de resposta, aumentar a disponibilidade de equipamentos e assegurar um acompanhamento mais próximo dos clientes. “Sempre acreditámos que, para servir bem, é preciso estar perto”, afirmou durante a cerimónia. Como esclarece o responsável, a localização permite responder com maior rapidez às necessidades dos clientes da Área Metropolitana de Lisboa, ao mesmo tempo que apoia projetos em desenvolvimento noutras regiões, incluindo o Alentejo. Esta implantação estratégica traduz- -se em ganhos concretos de eficiência e capacidade de resposta, particularmente em zonas onde a atividade industrial e o investimento em infraestruturas são mais intensos. Hugo Filipe Fonseca destacou o exemplo da Autoeuropa e da sua cadeia de fornecedores como um fator relevante para a operação da empresa. Embora a inauguração oficial tenha ocorrido a 19 de junho, a operação arrancou em janeiro. E os primeiros resultados parecem confirmar as expectativas da empresa: “Já estamos a superar todos os objetivos que tínhamos definido para este semestre”, revelou Hugo Filipe Fonseca. UM HUB PARA CONSTRUÇÃO, INDÚSTRIA, ENERGIA E SERVIÇOS ESPECIALIZADOS Mais do que uma delegação convencional, Palmela foi concebida como um hub operacional capaz de concentrar diferentes áreas de negócio da Loxam. A construção continua a representar uma parte importante da atividade da empresa, mas a operação estende-se também à indústria, energia temporária, plataformas elevatórias, manutenção industrial, logística aeroportuária, apoio a eventos e produções cinematográficas. Esta diversidade reflete o posicionamento da Loxam enquanto empresa “multiespecialista”, conceito destacado por Luis Ángel Salas, CEO da Loxam Ibéria, para caracterizar uma oferta que reúne diferentes especialidades sob a mesma estrutura. Ao contrário Equipa da Loxam Portugal.
18 ALUGUER de operadores focados exclusivamente num só segmento, a empresa procura disponibilizar uma resposta integrada a diferentes necessidades dos clientes. Uma das principais novidades introduzidas em Palmela é a área dedicada a espaços modulares, uma linha de negócio já presente noutros mercados do grupo, mas que passa agora a estar disponível em Portugal. Segundo Hugo Filipe Fonseca, esta é uma das apostas estratégicas da empresa para os próximos anos, complementando a oferta tradicional de aluguer de equipamentos. As instalações incluem igualmente uma área dedicada à divisão Power, especializada em grupos geradores e soluções de energia temporária para aplicações industriais críticas e eventos que exigem elevados níveis de fiabilidade operacional. Outro dos destaques é o novo serviço de assistência técnica suportado por carrinhas SAT, equipadas com ferramentas de diagnóstico avançado e componentes de substituição rápida. Na prática, funcionam como oficinas móveis capazes de resolver problemas diretamente no terreno, reduzindo tempos de paragem e aumentando a disponibilidade dos equipamentos. Palmela assume ainda um papel central no reforço da oferta de equipamentos ligeiros, uma área que a empresa considera ter elevado potencial de crescimento no mercado nacional. UM MERCADO PRÓSPERO A aposta da Loxam em Portugal surge num momento particularmente favorável para o setor do aluguer de equipamentos. Como informou Luis Ángel Salas, o mercado português continua a apresentar uma das mais elevadas taxas de crescimento da Europa: “Portugal não é apenas um vizinho estratégico, é um mercado em pleno crescimento e com um potencial extraordinário”, afirmou. De acordo com o responsável, os dados mais recentes apresentados pela European Rental Association apontam para um crescimento próximo dos 7% no mercado português, acima das previsões para a maioria dos países europeus. O dinamismo não resulta apenas da construção. O desenvolvimento de centros de dados, investimentos ligados à transição energética, expansão da atividade logística, crescimento industrial e turismo estão igualmente a impulsionar a procura por equipamentos. “Em épocas de incerteza, as empresas preferem alugar máquinas e equipamentos em vez de os comprar”, observou Luis Ángel Salas, destacando uma tendência que tem favorecido o crescimento do setor em toda a Europa. O CEO da Loxam Ibéria acredita que projetos como o novo aeroporto, os investimentos em Sines, as infraestruturas energéticas e os grandes empreendimentos industriais devem continuar a sustentar a evolução do mercado nos próximos anos. Nova base operacional da Loxam em Palmela. O novo centro operacional marca uma nova etapa da Loxam em Portugal
19 ALUGUER A própria evolução da operação portuguesa da Loxam ilustra essa realidade. Em apenas quatro anos, a faturação da empresa passou de cerca de seis milhões para aproximadamente 25 milhões de euros. No mesmo período, o número de colaboradores aumentou de 35 para 110 profissionais. Durante a cerimónia, Hugo Filipe Fonseca atribuiu esse crescimento à confiança dos clientes e parceiros: “Graças à vossa confiança, tornámo- -nos uma grande empresa num curto espaço de tempo”, afirmou. EQUIPAMENTOS MAIS RECENTES, MAIS DADOS E MAIS SERVIÇOS A estratégia de crescimento não assenta apenas na expansão geográfica. A empresa tem vindo a reforçar o investimento na renovação da frota e na digitalização dos serviços. Segundo Luis Ángel Salas, a idade média dos equipamentos da Loxam situa-se abaixo dos seis anos, significativamente inferior à média do setor, que ronda os 11 anos. A renovação da frota é encarada como um fator de competitividade, permitindo melhorar níveis de segurança, eficiência energética e fiabilidade operacional. A eficiência operacional da frota é igualmente evidenciada pelos seus níveis de utilização. A taxa média de ocupação dos equipamentos supera os 72%, destaca Luis Ángel Salas, um valor que traduz não só a procura registada pela empresa, mas também a capacidade de gestão e rotação dos ativos entre diferentes obras, clientes e setores de atividade. Ao mesmo tempo, a digitalização tornou-se uma componente cada vez mais relevante da proposta de valor da empresa. Todas as máquinas estão geolocalizadas e ligadas a sistemas de monitorização que permitem recolher informação sobre localização, utilização e desempenho dos equipamentos. Para o CEO da Loxam Ibéria, esta capacidade torna-se particularmente relevante para empresas que gerem múltiplas máquinas em simultâneo e necessitam de acompanhar a utilização dos ativos distribuídos por várias obras. SUSTENTABILIDADE E SEGURANÇA COMO FATORES DE COMPETITIVIDADE A sustentabilidade foi outro dos temas centrais da inauguração. A unidade de Palmela funciona também como ponto de acesso à estratégia LoxGreen, através da qual a empresa procura disponibilizar equipamentos de menor impacto ambiental e apoiar os processos de descarbonização dos clientes. Como adianta Hugo Filipe Fonseca, mais de 50% da frota atualmente disponível em Portugal integra já esta categoria, que inclui equipamentos elétricos e híbridos. Para Gérard Déprez, esta evolução está alinhada com a própria natureza do negócio de aluguer: “A Loxam é um modo de partilhar equipamentos e faz parte da economia circular”, afirmou. O presidente do grupo defende que o aluguer permite otimizar a utilização dos recursos e reduzir o desperdício associado à aquisição de equipamentos subutilizados: “Tentamos utilizar os nossos equipamentos durante o maior tempo possível através de uma política de manutenção rigorosa”, acrescentou. A segurança constitui outro dos pilares da estratégia da empresa. A operação portuguesa implementou o programa interno Plano Zero, destinado à prevenção de acidentes de trabalho e à promoção de uma cultura de segurança transversal a todas as equipas. Os resultados apresentados pela empresa indicam que, nos últimos quatro anos, foram registados apenas quatro acidentes de trabalho em Portugal, não tendo ocorrido qualquer acidente em 2025. Também nesta área, Luis Ángel Salas deixou uma mensagem clara. “O crescimento sem valores não é sustentável”, frisou, identificando a sustentabilidade, as pessoas e a segurança como os três pilares que orientam o desenvolvimento da empresa. O responsável reforçou ainda a importância da formação, uma área que a Loxam pretende expandir em Portugal. O grupo é atualmente um dos principais operadores ibéricos na formação de operadores e trabalhos em altura, atividade que deve ganhar maior expressão a partir da nova base. Para Gérard Déprez, o investimento agora inaugurado não representa um ponto de chegada, mas antes uma plataforma para a próxima fase de crescimento da empresa no país. “Vamos continuar a investir em Portugal”, garantiu, adiantando que o grupo pretende reforçar a rede nacional, aumentar a diversidade da frota e explorar novas oportunidades de desenvolvimento num mercado que continua a destacar-se entre os mais dinâmicos da Europa. n Prevê-se que a nova sucursal crie até 50 postos de trabalho, numa fase inicial.
20 ALUGUER GAM alcança lucro líquido de 6,3 milhões de euros no primeiro semestre de 2026 A GAM, multinacional especializada em soluções para a indústria, encerrou o primeiro semestre de 2026 com um lucro líquido de 6,3 milhões de euros, mais do dobro do registado no mesmo período do ano anterior, quando atingiu 2,8 milhões de euros. Este crescimento de 127% permitiu duplicar a rentabilidade sobre as vendas, que passou de 2% para 4%. As receitas ascenderam a 156,1 milhões de euros, o que representa um crescimento de 3% face ao período homólogo. O EBITDA aumentou igualmente 3%, para 43,9 milhões de euros, mantendo a margem estável nos 28%. Já o EBIT registou uma evolução mais expressiva, crescendo 22%, para 17 milhões de euros, com a respetiva margem a passar de 9% para 11%, de acordo com os dados divulgados pela empresa. A evolução do semestre foi equilibrada entre as principais áreas de negócio. A área de aluguer e serviços gerou receitas de 58,2 milhões de euros (37% do total), a distribuição e pós-venda atingiu 53,7 milhões de euros (34%) e o negócio recorrente de longo prazo totalizou 44,2 milhões de euros (29%). As três áreas registaram crescimentos entre 2% e 3%, "mantendo um mix diversificado que reduz a dependência de uma única fonte de receitas e confere maior estabilidade ao conjunto do grupo", refere a GAM. Em termos geográficos, a Península Ibérica registou um crescimento de 1%, alcançando 127,8 milhões de euros, enquanto a América Latina foi o principal motor da expansão, com um aumento de 11%, para 22,6 milhões de euros. A melhoria do desempenho refletiu- -se igualmente na geração de caixa. Durante o semestre, a GAM gerou 51,3 milhões de euros de caixa operacional. Após o investimento em maquinaria e os pagamentos associados a aquisições, a empresa manteve um fluxo de caixa positivo de 15,6 milhões de euros, antes de financiamento. O investimento em maquinaria ascendeu a 29,9 milhões de euros, contando com um contributo relevante de equipamentos provenientes da Reviver, a unidade de refabricação do grupo, que prolonga a vida útil dos equipamentos e reduz a necessidade de os substituir por maquinaria nova. A empresa mantém como objetivo limitar o investimento a um intervalo entre 55% e 60% do EBITDA até ao final de 2026. Antonio Trelles, diretor financeiro da GAM, afirma: "Estes resultados confirmam que a GAM está a avançar para um modelo de crescimento de maior qualidade. Não se trata apenas de aumentar a atividade, mas de o fazer com melhores margens, maior recorrência e uma utilização mais eficiente do capital. O facto de o resultado operacional crescer muito acima das receitas demonstra que as decisões O crescimento de 127% do lucro líquido permitiu à GAM aumentar a rentabilidade sobre as vendas de 2% para 4%.
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