BO17 - EngeObras

C M Y CM MY CY CMY K 22 ALUGUER Aluguer de equipamentos: de alternativa à compra a ferramenta de gestão de ativos O mercado de aluguer de equipamentos em Portugal tem vindo, à semelhança de outros países europeus, a ganhar relevância e a acompanhar uma transformação mais ampla na forma como as empresas gerem os seus ativos. Durante muitos anos, a compra foi encarada como a opção natural para quem necessitava de equipamentos de forma recorrente. Hoje, essa decisão é mais complexa: depende da utilização prevista, da duração dos projetos, da disponibilidade de capital e, sobretudo, da necessidade de flexibilidade por parte das empresas. João Paulo Cunha, Asset Management director, STET Portugal encontra-se perante um novo ciclo de investimento em novas infraestruturas. Este contexto cria oportunidades, mas também coloca pressão sobre as empresas, que procuram aumentar capacidade produtiva sem necessariamente assumir todo o investimento. A combinação entre elevada procura e restrições de CAPEX torna o aluguer uma solução cada vez mais relevante. As motivações dos clientes são, naturalmente, diversas. A possibilidade de aceder a equipamentos sem realizar um investimento inicial significativo é uma delas. Mas há outras: responder a picos de atividade, testar equipamentos antes de uma aquisição, evitar ativos parados ou libertar capital para outras áreas do negócio. É por isso que a comparação entre compra e aluguer não deve ser feita apenas com base no preço mensal. Deve também considerar o custo total de utilização do equipamento, incluindo financiamento, manutenção, disponibilidade, risco de desvalorização, utilização efetiva e valor residual. Para determinados perfis de utilização, comprar continuará a fazer todo o sentido. Para outros, o aluguer pode permitir maior flexibilidade e eficiência financeira. E existe uma terceira possibilidade: combinar as duas soluções numa estratégia de gestão de frota adaptada às necessidades concretas de cada empresa.

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